sexta-feira, dezembro 01, 2006

R$ 593.066.000.000,00

O valor que empresta o título deste post corresponde ao que os brasileiros pagaram de impostos até o mês de setembro de 2006. Vou repetir: pouco mais de quinhentos e noventa e três bilhões de reais foi a quantia que os cidadãos pagaram de impostos para o governo, até setembro de 2006, ou seja, quase 40% de toda a riqueza produzida no país.

Penso que me Confundi

Devo sempre lamentar quando faço confusões com as informações, principalmente em sala de aula e este scrap foi escrito para eu fazer mea-culpa, pois havia entendido, durante a campanha eleitoral, Lula dizer que o crescimento de 5% do PIB seria para 2006. Eu errei. Ontem jornalistas solicitaram que fizesse algum comentário sobre o crescimento de 0,5% do PIB no terceiro trimestre do ano e o presidente saiu-se com essa: “Eu, na verdade, já não estou mais pensando em 2006, mas em 2007, 2008...”
Hããã... entendi... acho que realmente me confundi. O "espetáculo do crescimento" era só para os próximos anos....
Desculpa, heim!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Cláusula de Barreira Ameaçada

Comentário do blog de Reinaldo Azevedo sobre a ameaça do fim da Cláusula de Barreira
"Indecente a mobilização dos partidos que foram pegos pela cláusula de barreira. Por que agora? Tivessem conseguido o índice necessário, quer dizer que a lei seria, então, boa? Mais indecente ainda é que José Alencar, vice-presidente da República, participe do ato, como se fosse um militante qualquer. Ele é filiado ao PRB, aquele partido que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus. É uma das legendas que não conseguiram conquistar 5% dos votos nacionais em cinco Estados. Atenção: a lei não proíbe a existência de partidos nanicos; apenas lhes corta algumas regalias. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) afirma que o objetivo do ato não é "defender os partidos nanicos, que funcionam como moeda de troca", mas "lutar pela preservação da existência democrática" das legendas. Sei... Ela está dizendo que o seu naniquismo, que é bom, é diferente do naniquismo alheio, que é mau. O objetivo do ato é pressionar para que O STF declare a lei aprovada no Congresso inconstitucional. É melancólico."
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo (Revista Veja)

segunda-feira, novembro 27, 2006

Editorial da Folha deste Domingo

Leiam o trecho do editorial da Folha de São Paulo deste domingo e comecem a vislumbrar os primeiros, apesar de pífios, sinais daquilo que poderá ocorrer com maior intensidade em meados do início de 2007, considerando-se o início do ano após o carnaval, claro!

“Vitorioso nas eleições, o presidente Lula passou a trilhar nas últimas semanas um percurso melancólico. Investe o capital obtido nas urnas em promessas vagas e messiânicas de aceleração do crescimento econômico, enquanto a realidade dos acordos partidários se impõe no tráfico fisiológico de sempre.Seja nas conversações entre os formuladores de seu partido, seja nos encontros com os líderes de uma provável base de governo, o que ressalta nas atitudes de Lula é a falta de alternativas e soluções para o impasse econômico em que se encontra o país.No círculo presidencial se chega à conclusão de que é preciso investir na habitação popular, doar dinheiro para famílias pobres conquistarem moradia. Algo parecido com uma idéia, enfim. Mas a caridade seria feita a expensas alheias, com a poupança do trabalhador forçado a contribuir todo mês com o FGTS.Outro lampejo: incentivos bilionários para empresas que constroem fábricas, expandem linhas de produção e compram máquinas; alívio no INSS para firmas que empregam muito. Não se lobriga, no entanto, como a conta vai fechar. Por que meios o Tesouro será ressarcido da benevolência ninguém diz -ou deixa para divulgar a fatura mais à frente, embutida num pacote de Natal enviado ao Congresso.Há que cortar gastos. Mas onde? Contra quem? Taxas pífias de investimento público ameaçam estrangular qualquer projeção otimista para o PIB dos próximos anos. Aumentá-las, pela via de um acréscimo na carga tributária, surge no atual ambiente econômico como temeridade a que, nem mesmo em seus acessos mais delirantes -e rápidos quando se trata de verberar a liberdade de imprensa-, o petismo se arrisca a praticar.Propor uma reforma tributária que elimine as distorções em vigor -amplamente favoráveis às pessoas de renda mais alta, enquanto penalizam o assalariado de baixa renda- não consta da agenda presidencial.(...)Nesse nauseante bate-estaca se apresenta, enfim despojado dos marqueteiros, o político que a maioria reconduziu ao Planalto: desnorteado e conciliatório, vago de propostas e confuso, girando em torno do próprio eixo no ritmo da empulhação.”