segunda-feira, março 16, 2009

Escolha o Emprego dos Sonhos: Os dois pagam bem e você não terá grandes dificuldades para executar as tarefas necessárias!


Acima, a sede da AIG em Nova York e abaixo a Ilha de Hamilton.



Basta Escolher o Melhor "Escritório" e depois é partir para o abraço!
Leia o texto abaixo, pois ele poderá ajudá-los a escolher a melhor opção!

Mandei meu Currículo Para a AIG!

Há pouco tempo atrás um anúncio apresentava uma oferta de emprego para zelador da Ilha de Hamilton, na Austrália. O trabalho me parece duro, pois o candidato terá que se divertir bastante, tomar muito sol, nadar, velejar, conversar com os visitantes da ilha e mergulhar. Depois terá que contar para o mundo todo, por meio de um site, como é essa vida de muito trabalho. O salário é de cerca de US$ 100 mil (mais de R$ 232 mil) por seis meses e inclui passagens aéreas gratuitas. Mais de 18 mil pessoas de 200 países se inscreveram para concorrer à vaga numa demonstração clara de como as pessoas são abnegadas e trabalhadoras! Desses 18 mil, 50 foram foram pré-selecionados e as próximas etapas da seleção incluem 11 finalistas que foram levados para a ilha para fazer entrevistas, sendo que o feliz contratado será anunciado no dia 6 de maio.

Mas para quem perdeu esta vaga de ouro eu apresento uma nova oportunidade de emprego, em que além de não fazer nada, destruir a reputação de sua empresa, desvalorizar suas ações, praticamente quebrar a companhia toda e criar um prejuízo de 100 bilhões de dólares em 2008, você poderá ainda receber bônus milhonários de 165 milhões de dólares! Sim, este emprego existe e fica na AIG Seguradora!!!

A notícia está estampada em praticamente todos os jornais do mundo. A seguradora AIG, a mesma empresa que precisou de US$ 180 bilhões de empréstimos do governo norte-americano, vai pagar US$ 165 milhões em bonificações a executivos.

O presidente Barack Obama, escandalizado como qualquer outro americano, tentará impedir por todos os meios legais que o bônus seja distribuido aos executivos da empresa, boa parte deles envolvidos nas estratégias que levaram a companhia ao prejuízo récorde. "Isto é um insulto injustificável aos contribuintes", disse Obama durante a apresentação de um plano para empréstimos a pequenas empresas em Washington. Ainda segundo o jornal O Estado de São Paulo, Barack Obama afirmou que "Não é uma questão de dinheiro. É uma questão de princípios".

A empresa - que recebeu US$ 173 bi em recursos estatais para não falir - deve pagar US$ 165 milhões a seus executivos. Segundo a seguradora, os bônus estão previstos em contrato.

Ontem, O executivo-chefe da AIG, Edward Liddy, disse em uma carta dirigida ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que o pagamento aos funcionários da unidade de serviços financeiros - cujos problemas provocaram perdas substanciais para a seguradora - vencem neste domingo e acrescentou: "francamente, a AIG está de mãos atadas".

Liddy escreveu na carta que os pagamentos aos empregados da unidade de produtos financeiros são "obrigações legais" da AIG e afirmou que há "consequências legais e empresariais graves caso (os bônus) não sejam pagos." "Eu não gosto destes acordos e acho difícil recomendar que prossigamos com eles", afirmou, acrescentando que, no entanto, "honrar os compromissos contratuais é a base do que fazemos no ramo de seguros".

O governo colocou Liddy no comando da AIG em setembro, como uma das condições para que a empresa recebesse os recursos federais. Em troca do resgate, os contribuintes norte-americanos receberam uma participação de quase 80% na empresa.

Ele também escreveu que a AIG "não pode atrair os melhores e mais brilhantes talentos se os funcionários acreditarem que a remuneração está sujeita a ajustes arbitrários do Departamento do Tesouro dos EUA".

Ainda no domingo, a AIG divulgou os nomes de seus credores que receberam cerca de US$ 75 bilhões do dinheiro injetado na seguradora pelo governo americano. Estão entre eles Goldman Sachs, Societe Generale, Deutsche Bank, Merrill Lynch, Morgan Stanley, Bank of America e Barclays. A maior parte dos pagamentos foi feita no último trimestre do ano passado para honrar perdas adquiridas com a crise do subprime."

Com texto do Jornal "O Estado de São Paulo".

domingo, março 15, 2009

Leitura Amena Para um Domingo

Desde as primárias, passando pelas eleições, até a posse do presidente Barack Obama, publiquei alguns posts com matérias da imprensa e um ou outro texto escrito por mim. Depois de alguns meses volto a publicar um texto, agora pós-festa de posse, com um tema que considero importante: as relações bilaterais entre Brasil e EUA.

O tema é sério e suscita muito debate e boas reflexões. Mas até que algo de realmente concreto seja realizado entre os dois países (as propostas são muitas) deixo um registro leve sobre o primeiro encontro ocorrido entre os colegas dos dois países. Voltarei ao assunto assim que as palavras começarem a se transformar em gestos mais concretos e importantes do que uma sacudida "de leve" no ombro de Lula.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Texto: Patrícia Campos Mello

A informalidade brasileira contagiou a Casa Branca e um encontro que deveria durar uma hora e vinte se estendeu por quase duas horas. "Desculpe por dar uma resposta tão comprida", disse Obama no início da entrevista coletiva. Mal sabia ele o que o esperava. "Não tem problema, na América Latina não nos assustamos com quem fala muito, todos falamos muito", avisou Lula.

O clima foi marcado por piadas e descontração, ainda que Obama parecesse um pouco angustiado com as respostas mais alongadas de Lula. A visita do ex-presidente George W. Bush ao Brasil, em 2007, ficou marcada pela frase infeliz de Lula: "Chegamos ao ponto G de nossa relação". Desta vez, a gafe marcante foi a do "pepino". "Digo ao povo do Brasil que estou rezando mais para Obama do que para mim mesmo, porque com apenas 40 dias de mandato, ele já pegou um pepino desses", disse Lula, diante de risadas gerais, em pleno Salão Oval. "Você deve ter falado com a minha mulher ultimamente", brincou Obama.

Na entrevista coletiva, o presidente americano saiu do protocolo e continuou respondendo a perguntas de repórteres brasileiros. A entrevista foi chamada de "maratona de 34 minutos de oportunidade para fotografias" pela equipe de jornalistas setoristas da Casa Branca, o "White House Corps". Obama disse que não vê a hora de ir para o Brasil. Perguntado sobre datas, afirmou: "Não sei, mas porque eu cresci no Havaí, acho que é muito importante eu ir pelo menos ao Rio, onde ouvi dizer que as praias são lindas." E a visita pode começar por Manaus, como dizem os boatos? "Adoraria viajar para a Amazônia, mas tenho impressão de que o Partido Republicano adoraria que eu fosse para a selva e talvez me perdesse por lá", brincou, em uma referência ao presidente Teddy Roosevelt, que quase morreu em uma malsucedida expedição à Amazônia, em 1912.

Informado por uma repórter de que as pessoas no Brasil gostam muito dele, Obama disse. "É, ouvi dizer que tenho alguns amigos no Brasil", respondeu. "E eu podia ser brasileiro, absolutamente", disse referindo-se a sua herança mestiça.

Lula ganhou de Obama uma "Constitution Box", uma caixa decorativa em cujo redor há trechos da Constituição americana. O brasileiro deu a Obama um prisma de pedras brasileiras. Na hora de se despedir, o americano pegou nos ombros de Lula e o sacudiu de leve, sorrindo, antes de o presidente brasileiro entrar em uma limusine.