Queridos Alunos e Alunas,
Para aqueles que as notas devem ser alteradas, informo que estou conduzindo este processo junto à Secretaria. Peço paciência para vocês, pois estou realizando várias tarefas ao mesmo tempo e minha prioridade é conseguir lançar as notas das substitutivas, cujos nomes dos alunos não aparecem no sistema.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
"Não somos menos que um ministro do Supremo"... eu discordo!
Agora a minha opinião sobre o aumento do salário dos deputados federais.
Para quem leu a matéria no post anterior sobre o assunto, poderá se saciar com uma frase do senador Ney Suassuna do PMDB da Paraíba, cujo nome frequentou a mídia quando de seu julgamento por envolvimento com a Máfia dos Sanguessugas. Sobre o aumento do salário dos deputados federais, o qual passa a ser equiparado aos vencimentos dos membros do STF, o senador veio com esta: "Não somos menos que um ministro do Supremo”.
Eu discordo.
São sim!!! Aliás, bem menos!
A atual legislatura foi a pior desde o retorno do sistema democrático, a mais corrupta, a mais incompetente e a que menos preservou seu papel de Poder republicano.
Seus membros se envolveram nos maiores escândalos de corrupção dos últimos tempos, elegeram figuras pífias para comandar a Casa (Severino Cavalcanti e Aldo Rebelo), votaram poucos projetos de importância nacional, receberam propinas do governo federal para votar projetos de interesse do presidente, foram comprados, humilhados, desmoralizados, achincalhados pela imprensa, investigados pela Polícia, defenestraram o conceito de equilíbrio entre os poderes ao se comportarem como poodles do Executivo. Enfim, foi um desastre, com as devidas, respeitadas e glorificadas exceções.
Sim, os deputados valem bem menos do que os ministros do STF, pois no conjunto não representam a mínima parte de sua importância, em termos de ganhos ao país. Deveriam, se não tivesse boa parte sido reeleita, liderar uma nova onda de ação política, refazer a imagem do Legislativo, votar a reforma política, transformar as bases do país para modernizá-lo e elevar ao mais alto nível o conceito de fazer política, de legislar, de cumprir e respeitar a Constituição.
A maior parte dos deputados pretende se “auto-viabilizar” e com isso inviabilizam um país inteiro.
E dessa forma continuamos como na frase que escutei há poucos dias: vivendo em um país geométrico, com problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas.
Ou seriam nós, eleitores, essas bestas?
Para quem leu a matéria no post anterior sobre o assunto, poderá se saciar com uma frase do senador Ney Suassuna do PMDB da Paraíba, cujo nome frequentou a mídia quando de seu julgamento por envolvimento com a Máfia dos Sanguessugas. Sobre o aumento do salário dos deputados federais, o qual passa a ser equiparado aos vencimentos dos membros do STF, o senador veio com esta: "Não somos menos que um ministro do Supremo”.
Eu discordo.
São sim!!! Aliás, bem menos!
A atual legislatura foi a pior desde o retorno do sistema democrático, a mais corrupta, a mais incompetente e a que menos preservou seu papel de Poder republicano.
Seus membros se envolveram nos maiores escândalos de corrupção dos últimos tempos, elegeram figuras pífias para comandar a Casa (Severino Cavalcanti e Aldo Rebelo), votaram poucos projetos de importância nacional, receberam propinas do governo federal para votar projetos de interesse do presidente, foram comprados, humilhados, desmoralizados, achincalhados pela imprensa, investigados pela Polícia, defenestraram o conceito de equilíbrio entre os poderes ao se comportarem como poodles do Executivo. Enfim, foi um desastre, com as devidas, respeitadas e glorificadas exceções.
Sim, os deputados valem bem menos do que os ministros do STF, pois no conjunto não representam a mínima parte de sua importância, em termos de ganhos ao país. Deveriam, se não tivesse boa parte sido reeleita, liderar uma nova onda de ação política, refazer a imagem do Legislativo, votar a reforma política, transformar as bases do país para modernizá-lo e elevar ao mais alto nível o conceito de fazer política, de legislar, de cumprir e respeitar a Constituição.
A maior parte dos deputados pretende se “auto-viabilizar” e com isso inviabilizam um país inteiro.
E dessa forma continuamos como na frase que escutei há poucos dias: vivendo em um país geométrico, com problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas.
Ou seriam nós, eleitores, essas bestas?
Exame de Teoria Econômica
Para o exame de Teoria Econômica os capítulos utilizados serão os mesmos da Avaliação II, com ênfase para os conceitos mais importantes da Microeconomia (Oferta, Demanda, Lei da Escassez...) e os da Macroeconomia representada principalmente no capítulo 8 e nos capítulos finais de nosso Livro-texto, "Os Fundamentos da Economia".
Exame de Teoria Política
Leituras para o Exame de Política:
"Esquerda e Direita", de Norberto Bobbio.
"Tudo Começou com Maquiavel", de Luciano Gruppi.
"Estado, Governo e Sociedade", de Norberto Bobbio. Capítulos 2 e 3.
Textos básicos das aulas, anotações e discussões.
"Esquerda e Direita", de Norberto Bobbio.
"Tudo Começou com Maquiavel", de Luciano Gruppi.
"Estado, Governo e Sociedade", de Norberto Bobbio. Capítulos 2 e 3.
Textos básicos das aulas, anotações e discussões.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Sobre o Aumento do Salário dos Deputados
Sei que a esta altura poucos de vocês (ou nenhum de vocês) querem saber de entrar neste blog. Compreendo que devam estar cansados e um pouco enjoados. Mesmo assim continuarei até a semana próxima postando algumas coisas importantes. Leiam esta.
"1 deputado = 3 ministros do STF (Por Felipe Recondo)
Deputados e senadores acharam justo ganhar o mesmo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - R$ 24.500,00. Decidiram, portanto, elevar seus salários em 91% numa canetada. Mas uma análise das contas do Congresso e do STF mostra que um deputado custa, por mês, o suficiente para bancar três ministros do Supremo.
Às contas: um deputado ou senador recebe o salário de R$ 24.500, mais R$ 3.000 de auxílio-moradia (pode recusar-se a ir para um apartamento funcional e receber o benefício), R$ 50.815 de verba de gabinete para gastar como quiser, R$ 15.000 para gastos no estado em que se elegeu, R$ 4.268 de verba de correio e de telefone (no Senado a verba para telefone é ilimitada) e quatro passagens por mês, o que soma para um parlamentar de São Paulo, por exemplo, R$ 9.364.
Além disso, todos os parlamentares recebem dois salários além dos 13 que todo brasileiro com carteira assinada recebe, um custo mensal de R$ 4.083. E no Senado, há carro oficial para cada um dos 81 parlamentares. Deixemos de fora que deputados e senadores têm direito a usar a gráfica para produzir material próprio. No total, portanto, um deputado custa R$ 111 mil.
No STF, um ministro recebe seus R$ 24.500 por mês, R$ 3.570 de cota de passagens aéreas, R$ 300 por mês para a conta de telefone e R$ 10.400 para contratar funcionários de fora do Tribunal para o gabinete. Tem direito ainda a um carro oficial, gasolina ilimitada e motorista e a um apartamento funcional, mas não recebe auxílio caso não queira morar neste apartamento. Total: R$ 38.770.
É por isso que não vale o argumento apresentado hoje por parlamentares na reunião das Mesas em que foi tomada a decisão do reajuste:
- Não somos menos que um ministro do Supremo -, afirmou o líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB).
A não ser que os parlamentares achem que merecem ganhar indiretamente o que recebem três ministros.
Não justifica também que deputados joguem para o STF todo o ônus gerado pelo aumento salarial daqui pra frente. Como o salário dos parlamentares será reajustado sempre que o STF o fizer, quem sairá como culpado pela gastança é o presidente do Judiciário.
Além do mais, mensaleiros e sanguessugas não estão no STF. Ou melhor, estão, mas como investigados."
Fonte: Blog do Noblat
"1 deputado = 3 ministros do STF (Por Felipe Recondo)
Deputados e senadores acharam justo ganhar o mesmo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - R$ 24.500,00. Decidiram, portanto, elevar seus salários em 91% numa canetada. Mas uma análise das contas do Congresso e do STF mostra que um deputado custa, por mês, o suficiente para bancar três ministros do Supremo.
Às contas: um deputado ou senador recebe o salário de R$ 24.500, mais R$ 3.000 de auxílio-moradia (pode recusar-se a ir para um apartamento funcional e receber o benefício), R$ 50.815 de verba de gabinete para gastar como quiser, R$ 15.000 para gastos no estado em que se elegeu, R$ 4.268 de verba de correio e de telefone (no Senado a verba para telefone é ilimitada) e quatro passagens por mês, o que soma para um parlamentar de São Paulo, por exemplo, R$ 9.364.
Além disso, todos os parlamentares recebem dois salários além dos 13 que todo brasileiro com carteira assinada recebe, um custo mensal de R$ 4.083. E no Senado, há carro oficial para cada um dos 81 parlamentares. Deixemos de fora que deputados e senadores têm direito a usar a gráfica para produzir material próprio. No total, portanto, um deputado custa R$ 111 mil.
No STF, um ministro recebe seus R$ 24.500 por mês, R$ 3.570 de cota de passagens aéreas, R$ 300 por mês para a conta de telefone e R$ 10.400 para contratar funcionários de fora do Tribunal para o gabinete. Tem direito ainda a um carro oficial, gasolina ilimitada e motorista e a um apartamento funcional, mas não recebe auxílio caso não queira morar neste apartamento. Total: R$ 38.770.
É por isso que não vale o argumento apresentado hoje por parlamentares na reunião das Mesas em que foi tomada a decisão do reajuste:
- Não somos menos que um ministro do Supremo -, afirmou o líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB).
A não ser que os parlamentares achem que merecem ganhar indiretamente o que recebem três ministros.
Não justifica também que deputados joguem para o STF todo o ônus gerado pelo aumento salarial daqui pra frente. Como o salário dos parlamentares será reajustado sempre que o STF o fizer, quem sairá como culpado pela gastança é o presidente do Judiciário.
Além do mais, mensaleiros e sanguessugas não estão no STF. Ou melhor, estão, mas como investigados."
Fonte: Blog do Noblat
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Noooossaaa... que feio!
Tive que interromper meu trabalho para excluir um engraçadinho que deveria estar nervoso com os últimos posts. Não vou reproduzir seu comentário de baixo calão, aliás, escrito de maneira errada (claro!), pois dispensarei meus alunos dessas preciosidades de nossa língua portuguesa e pouparei a maioria dos leitores do blog das indelicadezas que porventura possam surgir.
Já falei que não tenho a mínima paciência para chiliques, mas devo destacar que não terei qualquer piedade com quem desrespeitar este professor e seus alunos.
Já falei que não tenho a mínima paciência para chiliques, mas devo destacar que não terei qualquer piedade com quem desrespeitar este professor e seus alunos.
Aos Alunos de Jornalismo e RP
A sorte de vocês na prova de economia foram os artigos. Para aqueles que estavam no limite, com cinco ou seis pontos, os dois pontos da maioria dos textos salvou a pátria!
Para os que tiveram nota 3 ou 4, além dos artigos, deverão contar com as notas do primeiro bimestre.
Para aqueles que tiraram menos de 3, independentemente do artigo, podem começar a rezar!
Para os que tiveram nota 3 ou 4, além dos artigos, deverão contar com as notas do primeiro bimestre.
Para aqueles que tiraram menos de 3, independentemente do artigo, podem começar a rezar!
A Origem da Expressão "Colocar as Barbas de Molho"
Vocês são novinhos, sei disso, e por isso talvez não entendam a expressão que publiquei no post anterior.
Na Antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje nessa expressão que significa ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se. Um provérbio espanhol diz que "quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho". Todos devemos aprender com as experiências dos outros.
Na Antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje nessa expressão que significa ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se. Um provérbio espanhol diz que "quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho". Todos devemos aprender com as experiências dos outros.
Alunos de PP: Coloquem as Barbas de Molho!
Acabei a correção de todas as provas. As notas deverão ser lançadas no sistema pela secretaria até o final da tarde. De qualquer forma estarei na faculdade esta noite.
Não darei nomes em respeito aos alunos, mas devo alertar especialmente os alunos de PP, pois fiquei estarrecido com tantos erros na avaliação de economia. Foi um show de enrolação e "embromation".
Não entendo, por exemplo, que em uma mesma sala 80% dos alunos de PP erraram a mesma questão que 80% dos alunos de RTV conseguiram acertar. Refiro-me à questão 3, que trata das estruturas de mercado.
E não me venham com "choraminguelas", dizendo que eu não deveria escrever este post, que estou perseguindo a turma e essas patacoadas que vocês gostam de repetir quando se sentem "injustiçados"! Não tenho paciência para birra de aluno, vocês sabem. Então tratem de colocar as barbas de molho e pegar o livro para estudar!!!
Mas atenção! Alunos de RTV não fiquem se achando os maiorais, pois vocês também vacilaram bastante, inclusive alunas que só tiram 8, 9 e 10 ficarão chocadas com as belas notas abaixo de 4 que tiraram!
Não darei nomes em respeito aos alunos, mas devo alertar especialmente os alunos de PP, pois fiquei estarrecido com tantos erros na avaliação de economia. Foi um show de enrolação e "embromation".
Não entendo, por exemplo, que em uma mesma sala 80% dos alunos de PP erraram a mesma questão que 80% dos alunos de RTV conseguiram acertar. Refiro-me à questão 3, que trata das estruturas de mercado.
E não me venham com "choraminguelas", dizendo que eu não deveria escrever este post, que estou perseguindo a turma e essas patacoadas que vocês gostam de repetir quando se sentem "injustiçados"! Não tenho paciência para birra de aluno, vocês sabem. Então tratem de colocar as barbas de molho e pegar o livro para estudar!!!
Mas atenção! Alunos de RTV não fiquem se achando os maiorais, pois vocês também vacilaram bastante, inclusive alunas que só tiram 8, 9 e 10 ficarão chocadas com as belas notas abaixo de 4 que tiraram!
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Avaliações e Artigos: Novas Considerações
Me anima o fato de muitos de vocês terem escrito coisas fantásticas nas provas. Me sinto com o dever cumprido, apesar de que alguns me escaparam.
Entretanto, não entendo como conseguiram errar tanto na questão 2, quando solicitei que citassem os partidos e os posicionasse entre esquerda e direita explicando suas razões.
PFL virou Partido Liberal, PSDB virou Partido Social-Democrata, PT virou Comunista e PSOL virou Liberal!!! Nossa! Quanta confusão.
PFL é o Partido da Frente Liberal, PSDB é o Partido da Social Democracia Brasileira, PT é o Partido dos Trabalhadores (e não é comunista!) e PSOL é o Partido Socialismo e Liberdade e se é socialista como pode ser liberal???
Se pudesse daria uma nova aula sobre o tema para pelo menos metade da sala!
Paciência...
Entretanto, não entendo como conseguiram errar tanto na questão 2, quando solicitei que citassem os partidos e os posicionasse entre esquerda e direita explicando suas razões.
PFL virou Partido Liberal, PSDB virou Partido Social-Democrata, PT virou Comunista e PSOL virou Liberal!!! Nossa! Quanta confusão.
PFL é o Partido da Frente Liberal, PSDB é o Partido da Social Democracia Brasileira, PT é o Partido dos Trabalhadores (e não é comunista!) e PSOL é o Partido Socialismo e Liberdade e se é socialista como pode ser liberal???
Se pudesse daria uma nova aula sobre o tema para pelo menos metade da sala!
Paciência...
Avaliações e Artigos: Primeiras Observações
Muitos querem saber como andam as correções das avaliações.
Informo que já li todos os artigos e também terminei a correção das provas de Ciência Política das turmas de Jornalismo e Relações Públicas. Estou começando a correção das avaliações de Publicidade e Propaganda.
Quanto aos artigos tivemos muitas notas máximas. Vocês melhoraram muito, com algumas exceções. Os textos agora têm estrutura e fazem sentido, pois é fácil identificar a linha de argumentação proposta e sua continuidade até a conclusão. Alguns textos são sensacionais. Tão bons que minha peculiar veia mineira receosa me obrigou a fazer algumas consultas nos mecanismos anti-plágio para revelar algum aluno desaforado que porventura possa ter encoberto seu texto com as palavras e expressões de outrem.
Peguei dois!!! Sim, alguns de vocês ainda insistem.
Quanto às questões, de modo geral vocês foram muito bem na primeira. Erraram feio na segunda e quem se lembrou, respondeu razoavelmente bem a terceira. Nota média = 4. Valia 6 para Jornalismo e RP.
Para os alunos de PP e Rádio e TV tenham paciência, pois esta noite já chego até vocês.
Abraços!
Informo que já li todos os artigos e também terminei a correção das provas de Ciência Política das turmas de Jornalismo e Relações Públicas. Estou começando a correção das avaliações de Publicidade e Propaganda.
Quanto aos artigos tivemos muitas notas máximas. Vocês melhoraram muito, com algumas exceções. Os textos agora têm estrutura e fazem sentido, pois é fácil identificar a linha de argumentação proposta e sua continuidade até a conclusão. Alguns textos são sensacionais. Tão bons que minha peculiar veia mineira receosa me obrigou a fazer algumas consultas nos mecanismos anti-plágio para revelar algum aluno desaforado que porventura possa ter encoberto seu texto com as palavras e expressões de outrem.
Peguei dois!!! Sim, alguns de vocês ainda insistem.
Quanto às questões, de modo geral vocês foram muito bem na primeira. Erraram feio na segunda e quem se lembrou, respondeu razoavelmente bem a terceira. Nota média = 4. Valia 6 para Jornalismo e RP.
Para os alunos de PP e Rádio e TV tenham paciência, pois esta noite já chego até vocês.
Abraços!
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Teste de Economia 4
Uma geada ou uma seca que provoque queda na produção de certo bem significa:
(a) um aumento da oferta do bem
(b) uma diminuição da oferta do bem
(c) um aumento da quantidade ofertada do bem
(d) uma diminuição da quantidade ofertada do bem
(e) nenhuma das respostas acima
(a) um aumento da oferta do bem
(b) uma diminuição da oferta do bem
(c) um aumento da quantidade ofertada do bem
(d) uma diminuição da quantidade ofertada do bem
(e) nenhuma das respostas acima
Teste de Economia 3
Se o preço do açúcar aumenta o que acontece com a demanda de café e adoçante?
(a) a do café aumenta, enquanto que a do adoçante cai
(b) as duas permanecem inalteradas
(c) a demanda de café diminui, mas a do adoçante não muda
(d) a do adoçante aumenta e a de café fica inalterada
(e) as letras (c) e (d) estão corretas
(a) a do café aumenta, enquanto que a do adoçante cai
(b) as duas permanecem inalteradas
(c) a demanda de café diminui, mas a do adoçante não muda
(d) a do adoçante aumenta e a de café fica inalterada
(e) as letras (c) e (d) estão corretas
Teste de Economia 2
Num modelo de oferta e demanda, quando a renda dos consumidores aumenta:
(a) o preço cai, sendo o bem normal
(b) o preço sobe, sendo um bem normal
(c) a quantidade cai, sendo um bem inferior
(d) o preço e quantidade caem, tanto para o normal quanto para o inferior
(e) as alternativas b e c estão corretas
(a) o preço cai, sendo o bem normal
(b) o preço sobe, sendo um bem normal
(c) a quantidade cai, sendo um bem inferior
(d) o preço e quantidade caem, tanto para o normal quanto para o inferior
(e) as alternativas b e c estão corretas
Teste de Economia 1
Quando a renda de um indivíduo cai, tudo permanecendo constante, a sua demanda por um bem inferior
(a) aumenta
(b) cai numa proporção igual à queda de sua renda
(c) cai numa proporção maior do que a queda de sua renda
(d) cai numa proporção menor do que a queda de sua renda
(e) permanece inalterada
(a) aumenta
(b) cai numa proporção igual à queda de sua renda
(c) cai numa proporção maior do que a queda de sua renda
(d) cai numa proporção menor do que a queda de sua renda
(e) permanece inalterada
Chávez e Lula: a pobreza como um novo idealismo
Do Blog de Reinaldo Azevedo:
"Até que a Venezuela continue faturando os petrodólares — e é bom esquecer uma queda no preço do petróleo: não virá — o modelo de Hugo Chávez continua de pé. Isso nos leva a constatar que estamos assistindo à consolidação da ditadura, embora mitigada, na Venezuela. Chávez recorre aos instrumentos da democracia com dois propósitos: 1) engessar o próprio regime democrático; 2) simular a existência de uma disputa eleitoral que é irrelevante. Traduzindo: usa a democracia para solapar o regime. O passo seguinte do líder dito bolivariano, na verdade, já está dado: vai instituir a reeleição sem limites no país. E pode fazê-lo porque dispõe de maioria no Congresso. Aquilo a que se assiste de forma larvar no governo Lula já está bastante desenvolvido na Venezuela: a clivagem eleitoral entre “ricos” e “pobres”, entre “eles” e “nós”, entre “as elites” e o “povo”.
Tanto na Venezuela como no Brasil, a vida dos miseráveis está condenada à eterna reprodução da miséria, porém com alguns caraminguás a mais, garantidos pelo assistencialismo agressivo.
Chávez e Lula, com graus variados, é verdade, de retórica esquerdista, tornaram-se os capitães de uma manifestação perversa, teratológica, do capitalismo. A pobreza se torna uma cultura, manifesta-se como um valor, exercita-se como “pobrismo”. Se, na vertente socialista, os “oprimidos” se organizavam para virar a mesa, fazer a revolução, extinguir as classes, no modelo desses dois líderes — na Venezuela, de forma escancarada; no Brasil, de forma ainda mitigada —, os pobres exercitariam uma espécie de, poderia dizer Tarso Genro, tensão dialética permanente.
Observem que, cada um à sua maneira e segundo o que permite a economia do seu país, Lula e Chávez, a despeito da retórica esquerdopática, a despeito do antiamericanismo (virulento lá, mais suave aqui), a despeito de uma certa contraposição ao capitalismo, são fidelíssimos ao mercado. A Venezuela é pequena perto do Brasil e praticamente não tem mercado de capitais. Assim, o país está a salvo do prenúncio de terremotos econômicos por mais que o coronel estrile. Não é o caso do Brasil. Por aqui, se Lula fizer ou falar muita besteiras, crises futuras são trazidas a preço presente. De qualquer modo, são homens disciplinados, pagadores de suas dívidas. Um conforto só para os tais “mercados”.
Então está tudo certo? Não. Está tudo errado. A Venezuela virou uma monocultura extrativista. No Brasil, os investimentos, como sabemos, são sofríveis. Ocorre que ambos, como dizem alguns sociólogos e filósofos, acordaram o clamor das massas. E eles não tem nada para lhes oferecer além de assistencialismo agressivo e retórica contra as elites. Esse modelo — reitero que a diferença entre ambos, no que concerne à política, é de grau, não de essência — requer a existência permanente de um inimigo a ser combatido. Chávez tem os EUA e, como sabem, a mídia. Lula tinha o passado (o governo FHC, as elites, os tucanos), arma que vai se tornando obsoleta. Não por acaso, o petismo já detectou no horizonte a nova besta a ser combatida: acertou quem chutou a “mídia”.
Daí que vá se dedicar agora a reforçar o que os petistas não têm vergonha nenhuma de chamar de “imprensa independente”. Chávez não vai deixar o poder a não ser que seja colhido por uma grave crise social, motivada pela inviabilidade do modelo. Vai demorar. Lula, não se enganem, prepara-se para fazer o mesmo — e nem precisa estar na cabeça de uma disputa eleitoral. Se existe alguém da oposição que aposte que a fadiga de material trará o poder de bandeja, convém que tire o cavalo da chuva ou bote o burro na sombra. O grande ativo do capitalismo à moda Chávez e à moda Lula são os pobres. Que passaram a ter uma “voz política” para falar em nome da pobreza permanente, tornada um valor, uma metafísica, um novo idealismo."
"Até que a Venezuela continue faturando os petrodólares — e é bom esquecer uma queda no preço do petróleo: não virá — o modelo de Hugo Chávez continua de pé. Isso nos leva a constatar que estamos assistindo à consolidação da ditadura, embora mitigada, na Venezuela. Chávez recorre aos instrumentos da democracia com dois propósitos: 1) engessar o próprio regime democrático; 2) simular a existência de uma disputa eleitoral que é irrelevante. Traduzindo: usa a democracia para solapar o regime. O passo seguinte do líder dito bolivariano, na verdade, já está dado: vai instituir a reeleição sem limites no país. E pode fazê-lo porque dispõe de maioria no Congresso. Aquilo a que se assiste de forma larvar no governo Lula já está bastante desenvolvido na Venezuela: a clivagem eleitoral entre “ricos” e “pobres”, entre “eles” e “nós”, entre “as elites” e o “povo”.
Tanto na Venezuela como no Brasil, a vida dos miseráveis está condenada à eterna reprodução da miséria, porém com alguns caraminguás a mais, garantidos pelo assistencialismo agressivo.
Chávez e Lula, com graus variados, é verdade, de retórica esquerdista, tornaram-se os capitães de uma manifestação perversa, teratológica, do capitalismo. A pobreza se torna uma cultura, manifesta-se como um valor, exercita-se como “pobrismo”. Se, na vertente socialista, os “oprimidos” se organizavam para virar a mesa, fazer a revolução, extinguir as classes, no modelo desses dois líderes — na Venezuela, de forma escancarada; no Brasil, de forma ainda mitigada —, os pobres exercitariam uma espécie de, poderia dizer Tarso Genro, tensão dialética permanente.
Observem que, cada um à sua maneira e segundo o que permite a economia do seu país, Lula e Chávez, a despeito da retórica esquerdopática, a despeito do antiamericanismo (virulento lá, mais suave aqui), a despeito de uma certa contraposição ao capitalismo, são fidelíssimos ao mercado. A Venezuela é pequena perto do Brasil e praticamente não tem mercado de capitais. Assim, o país está a salvo do prenúncio de terremotos econômicos por mais que o coronel estrile. Não é o caso do Brasil. Por aqui, se Lula fizer ou falar muita besteiras, crises futuras são trazidas a preço presente. De qualquer modo, são homens disciplinados, pagadores de suas dívidas. Um conforto só para os tais “mercados”.
Então está tudo certo? Não. Está tudo errado. A Venezuela virou uma monocultura extrativista. No Brasil, os investimentos, como sabemos, são sofríveis. Ocorre que ambos, como dizem alguns sociólogos e filósofos, acordaram o clamor das massas. E eles não tem nada para lhes oferecer além de assistencialismo agressivo e retórica contra as elites. Esse modelo — reitero que a diferença entre ambos, no que concerne à política, é de grau, não de essência — requer a existência permanente de um inimigo a ser combatido. Chávez tem os EUA e, como sabem, a mídia. Lula tinha o passado (o governo FHC, as elites, os tucanos), arma que vai se tornando obsoleta. Não por acaso, o petismo já detectou no horizonte a nova besta a ser combatida: acertou quem chutou a “mídia”.
Daí que vá se dedicar agora a reforçar o que os petistas não têm vergonha nenhuma de chamar de “imprensa independente”. Chávez não vai deixar o poder a não ser que seja colhido por uma grave crise social, motivada pela inviabilidade do modelo. Vai demorar. Lula, não se enganem, prepara-se para fazer o mesmo — e nem precisa estar na cabeça de uma disputa eleitoral. Se existe alguém da oposição que aposte que a fadiga de material trará o poder de bandeja, convém que tire o cavalo da chuva ou bote o burro na sombra. O grande ativo do capitalismo à moda Chávez e à moda Lula são os pobres. Que passaram a ter uma “voz política” para falar em nome da pobreza permanente, tornada um valor, uma metafísica, um novo idealismo."
sexta-feira, dezembro 01, 2006
R$ 593.066.000.000,00
O valor que empresta o título deste post corresponde ao que os brasileiros pagaram de impostos até o mês de setembro de 2006. Vou repetir: pouco mais de quinhentos e noventa e três bilhões de reais foi a quantia que os cidadãos pagaram de impostos para o governo, até setembro de 2006, ou seja, quase 40% de toda a riqueza produzida no país.
Penso que me Confundi
Devo sempre lamentar quando faço confusões com as informações, principalmente em sala de aula e este scrap foi escrito para eu fazer mea-culpa, pois havia entendido, durante a campanha eleitoral, Lula dizer que o crescimento de 5% do PIB seria para 2006. Eu errei. Ontem jornalistas solicitaram que fizesse algum comentário sobre o crescimento de 0,5% do PIB no terceiro trimestre do ano e o presidente saiu-se com essa: “Eu, na verdade, já não estou mais pensando em 2006, mas em 2007, 2008...”
Hããã... entendi... acho que realmente me confundi. O "espetáculo do crescimento" era só para os próximos anos....
Desculpa, heim!
Hããã... entendi... acho que realmente me confundi. O "espetáculo do crescimento" era só para os próximos anos....
Desculpa, heim!
quarta-feira, novembro 29, 2006
Cláusula de Barreira Ameaçada
Comentário do blog de Reinaldo Azevedo sobre a ameaça do fim da Cláusula de Barreira
"Indecente a mobilização dos partidos que foram pegos pela cláusula de barreira. Por que agora? Tivessem conseguido o índice necessário, quer dizer que a lei seria, então, boa? Mais indecente ainda é que José Alencar, vice-presidente da República, participe do ato, como se fosse um militante qualquer. Ele é filiado ao PRB, aquele partido que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus. É uma das legendas que não conseguiram conquistar 5% dos votos nacionais em cinco Estados. Atenção: a lei não proíbe a existência de partidos nanicos; apenas lhes corta algumas regalias. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) afirma que o objetivo do ato não é "defender os partidos nanicos, que funcionam como moeda de troca", mas "lutar pela preservação da existência democrática" das legendas. Sei... Ela está dizendo que o seu naniquismo, que é bom, é diferente do naniquismo alheio, que é mau. O objetivo do ato é pressionar para que O STF declare a lei aprovada no Congresso inconstitucional. É melancólico."
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo (Revista Veja)
"Indecente a mobilização dos partidos que foram pegos pela cláusula de barreira. Por que agora? Tivessem conseguido o índice necessário, quer dizer que a lei seria, então, boa? Mais indecente ainda é que José Alencar, vice-presidente da República, participe do ato, como se fosse um militante qualquer. Ele é filiado ao PRB, aquele partido que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus. É uma das legendas que não conseguiram conquistar 5% dos votos nacionais em cinco Estados. Atenção: a lei não proíbe a existência de partidos nanicos; apenas lhes corta algumas regalias. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) afirma que o objetivo do ato não é "defender os partidos nanicos, que funcionam como moeda de troca", mas "lutar pela preservação da existência democrática" das legendas. Sei... Ela está dizendo que o seu naniquismo, que é bom, é diferente do naniquismo alheio, que é mau. O objetivo do ato é pressionar para que O STF declare a lei aprovada no Congresso inconstitucional. É melancólico."
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo (Revista Veja)
segunda-feira, novembro 27, 2006
Editorial da Folha deste Domingo
Leiam o trecho do editorial da Folha de São Paulo deste domingo e comecem a vislumbrar os primeiros, apesar de pífios, sinais daquilo que poderá ocorrer com maior intensidade em meados do início de 2007, considerando-se o início do ano após o carnaval, claro!
“Vitorioso nas eleições, o presidente Lula passou a trilhar nas últimas semanas um percurso melancólico. Investe o capital obtido nas urnas em promessas vagas e messiânicas de aceleração do crescimento econômico, enquanto a realidade dos acordos partidários se impõe no tráfico fisiológico de sempre.Seja nas conversações entre os formuladores de seu partido, seja nos encontros com os líderes de uma provável base de governo, o que ressalta nas atitudes de Lula é a falta de alternativas e soluções para o impasse econômico em que se encontra o país.No círculo presidencial se chega à conclusão de que é preciso investir na habitação popular, doar dinheiro para famílias pobres conquistarem moradia. Algo parecido com uma idéia, enfim. Mas a caridade seria feita a expensas alheias, com a poupança do trabalhador forçado a contribuir todo mês com o FGTS.Outro lampejo: incentivos bilionários para empresas que constroem fábricas, expandem linhas de produção e compram máquinas; alívio no INSS para firmas que empregam muito. Não se lobriga, no entanto, como a conta vai fechar. Por que meios o Tesouro será ressarcido da benevolência ninguém diz -ou deixa para divulgar a fatura mais à frente, embutida num pacote de Natal enviado ao Congresso.Há que cortar gastos. Mas onde? Contra quem? Taxas pífias de investimento público ameaçam estrangular qualquer projeção otimista para o PIB dos próximos anos. Aumentá-las, pela via de um acréscimo na carga tributária, surge no atual ambiente econômico como temeridade a que, nem mesmo em seus acessos mais delirantes -e rápidos quando se trata de verberar a liberdade de imprensa-, o petismo se arrisca a praticar.Propor uma reforma tributária que elimine as distorções em vigor -amplamente favoráveis às pessoas de renda mais alta, enquanto penalizam o assalariado de baixa renda- não consta da agenda presidencial.(...)Nesse nauseante bate-estaca se apresenta, enfim despojado dos marqueteiros, o político que a maioria reconduziu ao Planalto: desnorteado e conciliatório, vago de propostas e confuso, girando em torno do próprio eixo no ritmo da empulhação.”
“Vitorioso nas eleições, o presidente Lula passou a trilhar nas últimas semanas um percurso melancólico. Investe o capital obtido nas urnas em promessas vagas e messiânicas de aceleração do crescimento econômico, enquanto a realidade dos acordos partidários se impõe no tráfico fisiológico de sempre.Seja nas conversações entre os formuladores de seu partido, seja nos encontros com os líderes de uma provável base de governo, o que ressalta nas atitudes de Lula é a falta de alternativas e soluções para o impasse econômico em que se encontra o país.No círculo presidencial se chega à conclusão de que é preciso investir na habitação popular, doar dinheiro para famílias pobres conquistarem moradia. Algo parecido com uma idéia, enfim. Mas a caridade seria feita a expensas alheias, com a poupança do trabalhador forçado a contribuir todo mês com o FGTS.Outro lampejo: incentivos bilionários para empresas que constroem fábricas, expandem linhas de produção e compram máquinas; alívio no INSS para firmas que empregam muito. Não se lobriga, no entanto, como a conta vai fechar. Por que meios o Tesouro será ressarcido da benevolência ninguém diz -ou deixa para divulgar a fatura mais à frente, embutida num pacote de Natal enviado ao Congresso.Há que cortar gastos. Mas onde? Contra quem? Taxas pífias de investimento público ameaçam estrangular qualquer projeção otimista para o PIB dos próximos anos. Aumentá-las, pela via de um acréscimo na carga tributária, surge no atual ambiente econômico como temeridade a que, nem mesmo em seus acessos mais delirantes -e rápidos quando se trata de verberar a liberdade de imprensa-, o petismo se arrisca a praticar.Propor uma reforma tributária que elimine as distorções em vigor -amplamente favoráveis às pessoas de renda mais alta, enquanto penalizam o assalariado de baixa renda- não consta da agenda presidencial.(...)Nesse nauseante bate-estaca se apresenta, enfim despojado dos marqueteiros, o político que a maioria reconduziu ao Planalto: desnorteado e conciliatório, vago de propostas e confuso, girando em torno do próprio eixo no ritmo da empulhação.”
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