Caros Alunos de Antropologia e curiosos em Geral! Vejam que interessante esta descoberta e o quanto ela pode ser útil para nossas discussões. Lembram-se que na noite passada (22/02) comentávamos que antes de possuírem a forma humanóide, vários primatas já se comportavam como os homens, ou seja, o comportamento humano foi forjado antes mesmo que suas formas fossem traduzidas para o que somos hoje, ou seja, mamíferos eretos, com locomoção bípede, pouca pelagem, da família hominidae, gênero Homo e espécie Homo-sapiens.
A matéria é do site da revista Veja.
"Pesquisadores americanos e britânicos observaram um traço até agora desconhecido no comportamento dos chimpanzés: esses animais usam lanças de madeira para caçar outros primatas. É a primeira vez que uma equipe de cientistas consegue flagrar esse procedimento. A descoberta poderá se tornar uma nova peça para o estudo da evolução humana.
A pesquisa foi realizada no Senegal e divulgada nesta sexta-feira através da revista especializada Current Biology. A americana Jill Pruetz, da Universidade do Estado de Iowa, e o britânico Paco Bertolani, do Centro de Estudos Evolucionários de Cambridge, observaram de perto os chimpanzés na região senegalesa de Fongoli, entre março de 2005 e julho de 2006. Nesse período, viram pelo menos 22 casos de uso de lanças de madeira pelos animais.
"Pela grande freqüência de casos, é de fato um hábito deles", disse Jill Pruetz. Segundo ela, os chimpanzés usavam as lanças em buracos em árvores e falhas no terreno. Depois, cheiravam ou lambiam o instrumento - deixando claro que a intenção era caçar, e não apenas descobrir o que havia ali. Além disso, os animais usavam as lanças com força, para espetar os bichos que estivessem escondidos. Em um dos casos observados, um chimpanzé conseguiu espetar um pequeno animal.
Fêmeas lideram - Os pesquisadores não registraram as cenas em vídeos ou fotografias. Conforme os relatos deles, os chimpanzés trabalhavam em quatro etapas para elaborar uma lança - arrancavam um galho de uma árvore, aparavam as folhas e arbustos, quebravam as pontas e afiavam uma extremidade, muitas vezes com os dentes. E, ao contrário do que se pensava anteriormente sobre os chimpanzés, as fêmeas assumiam a dianteira nas caçadas, usando as lanças com maior freqüência que os machos."
Fonte: Portal da Revista Veja. 23/02/2007.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Eu Não Fui Para a Suiça!!!!
Existem alguns vícios dos estudantes brasileiros que podem (e devem!) ser corrigidos enquanto ainda há tempo. Um deles se manifestou em razão dos últimos dois posts publicados no blog. Interessante como existe uma preguiça nacional em concluir aquilo que se começa. Livros, textos, trabalhos e agora posts de blogs que não são lidos até o final e por isso provocam interpretações equivocadas sobre seus conteúdos.
Escrevo isso porque recebi vários e-mails de alunos perguntando se eu deveria ter mesmo mostrado o lugar onde passei o carnaval e outros dizendo que acharam lindo o lugar e que deve ter sido uma viagem incrível. Meus caros: eu NÃO estava na Suíça!!!
Era apenas uma provocação, uma brincadeira, uma ironia, cujo objetivo do texto era deixar o leitor um pouco confuso e, finalmente, nos últimos dois parágrafos, fazer o desfecho mostrando que era apenas um sonho, uma vontade, um desejo de me afastar dessa confusão toda. Contudo, como não poderia fazê-lo, me apoiava na própria história e fantasia carnavalescas para justificar e alimentar meu ideal de carnaval. Puxa... além disso, tenham certeza de que se eu tivesse realmente ido para aquele hotel eu jamais contaria para as pessoas e muito menos publicaria isso na Internet! Quem gosta de badalação é personagem da CARAS!!!
Como sempre digo em sala de aula, tudo serve de lição e portanto devemos aproveitar este exemplo para corrigir esse vício de não terminar as coisas que se começa. Isso serve para a VIDA de vocês e não apenas para um singelo texto no blog de um professor.
Começou. Termine!
PS.: Outros exemplos de vícios repugnantes que devem ser corrigidos: chegar atrasado, não assistir a primeira aula do ano, não entender de primeira o que o professor solicitou para um trabalho, não cumprir prazos, não adotar uma postura colaborativa entre os membros dos grupos, usar celular e por aí vai...
Escrevo isso porque recebi vários e-mails de alunos perguntando se eu deveria ter mesmo mostrado o lugar onde passei o carnaval e outros dizendo que acharam lindo o lugar e que deve ter sido uma viagem incrível. Meus caros: eu NÃO estava na Suíça!!!
Era apenas uma provocação, uma brincadeira, uma ironia, cujo objetivo do texto era deixar o leitor um pouco confuso e, finalmente, nos últimos dois parágrafos, fazer o desfecho mostrando que era apenas um sonho, uma vontade, um desejo de me afastar dessa confusão toda. Contudo, como não poderia fazê-lo, me apoiava na própria história e fantasia carnavalescas para justificar e alimentar meu ideal de carnaval. Puxa... além disso, tenham certeza de que se eu tivesse realmente ido para aquele hotel eu jamais contaria para as pessoas e muito menos publicaria isso na Internet! Quem gosta de badalação é personagem da CARAS!!!
Como sempre digo em sala de aula, tudo serve de lição e portanto devemos aproveitar este exemplo para corrigir esse vício de não terminar as coisas que se começa. Isso serve para a VIDA de vocês e não apenas para um singelo texto no blog de um professor.
Começou. Termine!
PS.: Outros exemplos de vícios repugnantes que devem ser corrigidos: chegar atrasado, não assistir a primeira aula do ano, não entender de primeira o que o professor solicitou para um trabalho, não cumprir prazos, não adotar uma postura colaborativa entre os membros dos grupos, usar celular e por aí vai...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Deixa Falar!
Vão dizer que é preconceito, mas minha resposta é: Deixa Falar!
Realmente eu acho linda a festa de carnaval, adoro o som das baterias, me encanto com a felicidade das pessoas nas ruas, com a plasticidade dos desfiles das escolas de samba e acho muito atraente viver em um país tão grande que se mobiliza em torno de uma festa popular. Penso em tudo isso e realmente acho bárbaro! O carnaval é tão maravilhoso, quanto este tinto que estou tomando enquanto observo o lago de águas brilhantes refletindo a luz do sol, que impera junto ao céu azul, emoldurando as montanhas com seus picos nevados. Faz frio.
Do quarto do Badrutt's Palace Hotel, em St. Moritz, na Suíça, onde estou, desligo as notícias sobre o carnaval carioca, entremeadas de policiais disparando tiros para todos os cantos e de uma senhorita gritando ao jornalista que não estava saqueando, mas sim tomando emprestadas algumas telhas de amianto e fiação elétrica de um Centro de Cidadania do Rio, apenas para vender e comprar comida. No Centro, que sequer existia e nem funcionava de fato, não sobrou nem uma placa para dizer:
“Aqui jaz um ex-futuro Centro de Cidadania. Morremos, sim, mas cumprimos a missão de ajudar as pessoas, distribuindo nossas instalações para que o Bloco dos Foliões Saqueadores pudessem brincar o carnaval.”
Após desligar a TV comecei a refletir, entre um gole e outro de um Cabernet Sauvignon, sobre o nosso carnaval. Que linda festa. Mas eu gostaria de viver aqueles tempos do início de sua história.
Vão dizer que sou nostálgico, mas... Deixa Falar.
Naqueles tempos, lá pelo século XVI e XVII em Portugal, a festa que antecedia a Quaresma se chamava “Entrudo” e era um período em que as pessoas faziam esferas bem finas de cera e colocavam água no seu interior. Quando chegava a hora da festa era uma verdadeira guerra de bolinhas de cera cheias de água e também farinha e ovos. Algum espírito de porco, achando a brincadeira engraçadinha, começou a misturar a água com uma essência mau cheirosa e assim a festa foi perdendo o aspecto alegre e passou a ser uma manifestação desagradável e de certa forma violenta. Mas então porque eu prefiro essa época? Ora, porque com o Entrudo poderíamos convidar a Ângela Guadagnin e seria lindo vê-la dançar toda de amarelinho com a turma a se esfalfar de tanto jogar ovo e farinha. Que lindo também seria ver o folião José Dirceu todo animado, no corredor polonês, sob bolinhas de cera cheias de água com cheirinhos duvidosos.
Vão dizer que sou Careta, mas Deixa Falar.
No Brasil, o Carnaval chegou por meio do Entrudo e já naquela época a Polícia e a Igreja tratavam de reprimir os “foliões” que jogavam água, farinha e ovos em todo mundo, inclusive em crianças, mulheres e idosos. Como a confusão era grande, o movimento teve uma cisão e foram formados dois grupos: em um ficavam os brancos e mulatos de classe média e, no outro, os negros e os mulatos pobres. E assim foram criados os famosos Carnaval de Rua e Carnaval de Salão. Pessoalmente me parece de um forte poder simbólico observar que nos grandes desfiles das escolas de samba, os pobres desfilavam nas ruas e os ricos se encantavam com a beleza distante, em seus camarotes cheios de champagne. Mas sei que atualmente até isso está difícil. Custa caro, também, para desfilar na rua e hoje os estrangeiros têm direito a sala vip na concentração, massagem nos intervalos e regalias aos montes.
Vão dizer que sou chato... Deixa Falar!
Pois daqui de meu quarto de hotel nos Alpes Suíços fico imaginando, com inveja, como os foliões se divertem! Quanta alegria, quanto beijo na boca de gente que nunca se viu, quanto suor, quantos pisões, cotoveladas, cerveja quente caindo sobre a cabeça, quantos arrastões, hotéis lotados, estradas paralisadas, ruas cheias, desmaios, convulsões, beliscões, além dos milhares de litros de soro na veia dos brasileiros onde corre sangue, fúria e álcool em abundância... Que Maravilha!!!!
Vão dizer que sou sonhador, mas não me importo... Deixa Falar!
Entretanto o carnaval é libertador. Ele nos livra de todos os males e de todos os problemas. É por isso que daqui, da janela de um lindo hotel nos Alpes Suíços, enquanto me recupero da adaptação ao fuso horário, deixo a vocês uma palavra de esperança de que um dia eu terei condições de me hospedar, ao acordar deste sonho, de fato, no Badrutt's Palace Hotel e não onde estou de verdade neste momento, escrevendo para vocês, da mesa de meu trabalho e pensando: que diabos vou fazer nos próximos 5 dias?
Pois bem, se é verdade que o carnaval é libertador, então ele me ajudou a libertar-me de meu sonho suiço e, por esta razão, dedico este texto ao nosso carnaval e à primeira escola de samba criada no Brasil, por Ismael Silva e que mais tarde se transformou na famosa Estácio de Sá.
O nome original da escola era: "Deixa Falar".
Por isso, se disserem que sou preconceituoso, nostálgico, careta, chato e sonhador, minha resposta é... bem, vocês já sabem.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Atendendo ao Pedido...
Voltei ao antigo visual do blog, atendendo a pedido (ver comentário abaixo) de minha leitora mais fiel! Ela merece!!! Ou melhor... ela manda!!!
sábado, fevereiro 10, 2007
Instruções Para Ler os Últimos Posts!!!
Queridos(as) Alunos(as) e ex-alunos(as):
Quem tiver curiosidade e paciência para ler meus comentários sobre o último episódio de violência que envolveu a morte cruel de um garoto de 6 anos no Rio de Janeiro, aconselho que comecem lá de baixo, pela ordem e seqüência das publicações. Os títulos são, de baixo para cima: Violência I, Violência II e Violência III.
Quem tiver curiosidade e paciência para ler meus comentários sobre o último episódio de violência que envolveu a morte cruel de um garoto de 6 anos no Rio de Janeiro, aconselho que comecem lá de baixo, pela ordem e seqüência das publicações. Os títulos são, de baixo para cima: Violência I, Violência II e Violência III.
Violência III
Se me permitirem, faço agora o último post sobre a questão da crueldade contra o menino do Rio de Janeiro. Me distancio bastante do caso que gerou essa série de posts sobre violência. Na verdade, me pareceu desgastante escrever sobre este triste episódio que me sensibilizou profundamente.
É que na tentativa de estimular a reflexão sobre o tema em questão me lembrei de uma obra que tenho em casa chamada “O Ponto de Mutação” de Fritjof Capra. O autor trata de um fenômeno em que possa haver a reconciliação entre a ciência e o espírito humano. Reproduzo trechos para vocês, permeados de alguns comentários. Mas atenção: tenham paciência, pois o texto é relativamente longo para um blog.
Trataremos um pouco sobre a evolução da ciência humana e de como seus alicerces construídos entre os séculos XVI e XVII influenciaram o modo de interpretar o mundo.
“Antes de 1500 a visão do mundo dominante na Europa, assim como na maioria das outras civilizações, era orgânica. As pessoas viviam em comunidades pequenas e coesas, e vivenciavam a natureza em termos de relações orgânicas, caracterizadas pela interdependência dos fenômenos espirituais e materiais e (...) a estrutura científica dessa visão de mundo orgânica assentava em duas autoridades: Aristóteles e a Igreja. No século XIII, Tomás de Aquino combinou o abrangente sistema da natureza de Aristóteles com a teologia e a ética cristãs e, assim fazendo, estabeleceu a estrutura conceitual que permaneceu inconteste durante toda a Idade Média.
A perspectiva medieval mudou radicalmente nos séculos XVI e XVII. A noção de um universo orgânico, vivo e espiritual foi substituída pela noção do mundo como se ele fosse uma máquina. Esse desenvolvimento foi ocasionado por mudanças revolucionárias na física e na astronomia, culminando nas realizações de Copérnico, Galileu e Newton.”
Agora faço um grande pulo para chegar até Descartes, cujo método analítico de raciocínio foi fundamental para o desenvolvimento da ciência como em parte a conhecemos até hoje.
“O ponto fundamental do método de Descartes é a dúvida. Ele duvida de tudo o que pode submeter à dúvida: todo o conhecimento tradicional, as impressões de seus sentidos e até o fato de ter um corpo; e chega a uma coisa que não pode duvidar, a existência de si mesmo como pensador. Assim chegou à sua famosa afirmação “Cogito ergo sum”, “Penso, logo existo”. Daí deduziu Descartes que a essência da natureza humana reside no pensamento, e que todas as coisas que concebemos clara e distintamente são verdadeiras.
O método de Descartes é analítico. Consiste em decompor pensamentos e problemas em suas partes componentes e dispô-las em sua ordem lógica. Esse método analítico de raciocínio é provavelmente a maior contribuiçãode Descartes à ciência.” (CAPRA, 1982)
Queridos alunos, não desistam e continuem a acompanhar este raciocínio. Ocorre que a ênfase no pensamento cartesiano (como ficou conhecido o pensamento de Descartes) levou a uma fragmentação do pensamento de modo geral. Um efeito prático dessa influência está, por exemplo, na divisão das disciplinas acadêmicas. O pensamento de Descartes fez com que ocorresse a separação entre a mente e a matéria; o corpo e o espírito, sendo que esta separação entre mente e matéria exerceu um efeito profundo sobre o pensamento ocidental. Pois continuemos mais um pouco com Capra.
“Descartes baseou toda sua concepção da natureza nessa divisão fundamental entre dois domínios separados e independentes: o da mente, ou res cogitans, a “coisa pensante”, e o da matéria, ou res extensa, a “coisa extensa”. Mente e matéria eram criações de Deus, que representava o ponto de referência comum a ambas e era a fonte da ordem natural exata e da luz da razão que habilitava a mente humana a reconhecer essa ordem.
Para Descartes, a existência de Deus era essencial à sua filosofia científica, mas, em séculos subseqüentes, os cientistas omitiram qualquer referência explícita a Deus e desenvolveram suas teorias de acordo com a visão cartesiana, as ciências humanas concentrando-se na res cogitans e as naturais na res extensa”.
Esse quadro de uma perfeita máquina do mundo subentendia um criador externo; um Deus monárquico que governaria o mundo a partir do alto, impondo-lhe sua lei divina. Não se pensava que os fenômenos físicos em si, fossem divinos em qualquer sentido; assim, quando a ciência tornou cada vez mais difícil acreditar em tal Deus, o divino desapareceu completamente da visão científica do mundo, deixando em sua esteira o vácuo espiritual.” (CAPRA, 1982)
Mais tarde, outros cientistas, filósofos e pensadores de modo geral aparecerão, tais como Locke, que influenciou a criação do Iluminismo e, de modo geral, da moderna idéia do pensamento político e econômico baseados no individualismo; além de Kant, Laplace, Hegels...
O que interessa nestas linhas que escrevo é observar que o vácuo espiritual imposto pela história do pensamento científico se tornou característica essencial de nossa cultura, mas que em momentos de aguda crise moral e política há uma tentativa de retorno a certas bases espirituais que podem, de fato, promover a reconciliação entre a ciência e o espírito humano. Não se espera que um caso específico de violência brutal possa ser o ponto de partida para esta aproximação e, portanto, para o início de uma maneira distinta dos seres humanos observarem o mundo e seu meio ambiente. Afinal, fosse assim, milhões de outras brutalidades cometidas ao longo de nossa história recente poderiam em tempos anteriores ter estimulado este processo.
Porém, se pensarmos em grandes períodos de tempo, se analisarmos a história do desenvolvimento e decadência das civilizações (seja a Egípcia, Helênica, Islamita, Cristã Ortodoxa...) e buscarmos os processos de quebras de paradigmas e profundas transformações históricas, certamente poderemos concluir que atualmente vivemos um período de transição para uma nova maneira de interagir com o mundo e seu meio ambiente, apesar de que muito provavelmente não estaremos vivos para observar essa mudança, uma vez que a mudança somos nós.
Resta-nos compreender quais as transformações que ajudaremos (ou escolheremos) promover, pois estas dependem, em última instância, do tipo de comportamento e visão de mundo que devemos adotar em nosso cotidiano para sustentar a idéia de harmonia entre ciência e espírito; entre a vida humana e a natureza; e entre a materialidade necessária à existência de cada indivíduo, aliada ao bem estar e paz social que, acredito, as sociedades ainda almejam. Apesar dos pesares.
É que na tentativa de estimular a reflexão sobre o tema em questão me lembrei de uma obra que tenho em casa chamada “O Ponto de Mutação” de Fritjof Capra. O autor trata de um fenômeno em que possa haver a reconciliação entre a ciência e o espírito humano. Reproduzo trechos para vocês, permeados de alguns comentários. Mas atenção: tenham paciência, pois o texto é relativamente longo para um blog.
Trataremos um pouco sobre a evolução da ciência humana e de como seus alicerces construídos entre os séculos XVI e XVII influenciaram o modo de interpretar o mundo.
“Antes de 1500 a visão do mundo dominante na Europa, assim como na maioria das outras civilizações, era orgânica. As pessoas viviam em comunidades pequenas e coesas, e vivenciavam a natureza em termos de relações orgânicas, caracterizadas pela interdependência dos fenômenos espirituais e materiais e (...) a estrutura científica dessa visão de mundo orgânica assentava em duas autoridades: Aristóteles e a Igreja. No século XIII, Tomás de Aquino combinou o abrangente sistema da natureza de Aristóteles com a teologia e a ética cristãs e, assim fazendo, estabeleceu a estrutura conceitual que permaneceu inconteste durante toda a Idade Média.
A perspectiva medieval mudou radicalmente nos séculos XVI e XVII. A noção de um universo orgânico, vivo e espiritual foi substituída pela noção do mundo como se ele fosse uma máquina. Esse desenvolvimento foi ocasionado por mudanças revolucionárias na física e na astronomia, culminando nas realizações de Copérnico, Galileu e Newton.”
Agora faço um grande pulo para chegar até Descartes, cujo método analítico de raciocínio foi fundamental para o desenvolvimento da ciência como em parte a conhecemos até hoje.
“O ponto fundamental do método de Descartes é a dúvida. Ele duvida de tudo o que pode submeter à dúvida: todo o conhecimento tradicional, as impressões de seus sentidos e até o fato de ter um corpo; e chega a uma coisa que não pode duvidar, a existência de si mesmo como pensador. Assim chegou à sua famosa afirmação “Cogito ergo sum”, “Penso, logo existo”. Daí deduziu Descartes que a essência da natureza humana reside no pensamento, e que todas as coisas que concebemos clara e distintamente são verdadeiras.
O método de Descartes é analítico. Consiste em decompor pensamentos e problemas em suas partes componentes e dispô-las em sua ordem lógica. Esse método analítico de raciocínio é provavelmente a maior contribuiçãode Descartes à ciência.” (CAPRA, 1982)
Queridos alunos, não desistam e continuem a acompanhar este raciocínio. Ocorre que a ênfase no pensamento cartesiano (como ficou conhecido o pensamento de Descartes) levou a uma fragmentação do pensamento de modo geral. Um efeito prático dessa influência está, por exemplo, na divisão das disciplinas acadêmicas. O pensamento de Descartes fez com que ocorresse a separação entre a mente e a matéria; o corpo e o espírito, sendo que esta separação entre mente e matéria exerceu um efeito profundo sobre o pensamento ocidental. Pois continuemos mais um pouco com Capra.
“Descartes baseou toda sua concepção da natureza nessa divisão fundamental entre dois domínios separados e independentes: o da mente, ou res cogitans, a “coisa pensante”, e o da matéria, ou res extensa, a “coisa extensa”. Mente e matéria eram criações de Deus, que representava o ponto de referência comum a ambas e era a fonte da ordem natural exata e da luz da razão que habilitava a mente humana a reconhecer essa ordem.
Para Descartes, a existência de Deus era essencial à sua filosofia científica, mas, em séculos subseqüentes, os cientistas omitiram qualquer referência explícita a Deus e desenvolveram suas teorias de acordo com a visão cartesiana, as ciências humanas concentrando-se na res cogitans e as naturais na res extensa”.
Esse quadro de uma perfeita máquina do mundo subentendia um criador externo; um Deus monárquico que governaria o mundo a partir do alto, impondo-lhe sua lei divina. Não se pensava que os fenômenos físicos em si, fossem divinos em qualquer sentido; assim, quando a ciência tornou cada vez mais difícil acreditar em tal Deus, o divino desapareceu completamente da visão científica do mundo, deixando em sua esteira o vácuo espiritual.” (CAPRA, 1982)
Mais tarde, outros cientistas, filósofos e pensadores de modo geral aparecerão, tais como Locke, que influenciou a criação do Iluminismo e, de modo geral, da moderna idéia do pensamento político e econômico baseados no individualismo; além de Kant, Laplace, Hegels...
O que interessa nestas linhas que escrevo é observar que o vácuo espiritual imposto pela história do pensamento científico se tornou característica essencial de nossa cultura, mas que em momentos de aguda crise moral e política há uma tentativa de retorno a certas bases espirituais que podem, de fato, promover a reconciliação entre a ciência e o espírito humano. Não se espera que um caso específico de violência brutal possa ser o ponto de partida para esta aproximação e, portanto, para o início de uma maneira distinta dos seres humanos observarem o mundo e seu meio ambiente. Afinal, fosse assim, milhões de outras brutalidades cometidas ao longo de nossa história recente poderiam em tempos anteriores ter estimulado este processo.
Porém, se pensarmos em grandes períodos de tempo, se analisarmos a história do desenvolvimento e decadência das civilizações (seja a Egípcia, Helênica, Islamita, Cristã Ortodoxa...) e buscarmos os processos de quebras de paradigmas e profundas transformações históricas, certamente poderemos concluir que atualmente vivemos um período de transição para uma nova maneira de interagir com o mundo e seu meio ambiente, apesar de que muito provavelmente não estaremos vivos para observar essa mudança, uma vez que a mudança somos nós.
Resta-nos compreender quais as transformações que ajudaremos (ou escolheremos) promover, pois estas dependem, em última instância, do tipo de comportamento e visão de mundo que devemos adotar em nosso cotidiano para sustentar a idéia de harmonia entre ciência e espírito; entre a vida humana e a natureza; e entre a materialidade necessária à existência de cada indivíduo, aliada ao bem estar e paz social que, acredito, as sociedades ainda almejam. Apesar dos pesares.
Violência II
Na linguagem sociológica, o termo mais adequado para classificar a ação dos criminosos que arrastaram o menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, por 14 ruas do Rio de Janeiro é “desviância” ou “conduta desviante”.
As condutas desviantes, tais como o seqüestro, latrocínio, suicídio, uso indevido de drogas, dentre outras, são, segundo Pedro Scuro “tipos de comportamento aberrantes, que no entanto servem para a sociedade reafirmar suas bases de seus códigos morais, ajudando-a a sustentar seus estilos de vida “normal””. Assim, ao chocar-se com certas barbaridades e episódios estarrecedores como o ocorrido no Rio de Janeiro, a sensação de horror gera na sociedade a capacidade de resgatar os valores com os quais ela foi formada, mas que podem estar sendo abandonados paulatinamente. Ao perceber-se chocada com a violência, a opinião pública na verdade está a rechaçar este tipo de comportamento e, ao mesmo tempo, resgatando as regras que definem a consciência coletiva e que explicam a própria sociedade.
Ainda segundo Scuro, “os desvios de conduta podem contribuir para agregar os grupos heterogêneos ou em estado de desagregação, levando seus integrantes a se unir contra um “inimigo comum” (...) consequentemente quando acentua que nos desviantes falta alguma qualidade, a sociedade define o que são atributos dignos de valorização, o bem moral, a força de caráter, a inteligência ou a beleza.” (SCURO, 2004)
Ao provocar comoção na opinião pública, este caso estarrecedor cria um tipo de alerta contra a desintegração social e apresenta cruelmente o resultado de um processo de escalada de violência e de destruição de valores morais, obrigando os indivíduos a refletir sobre as condições em que vivem.
A questão crucial está no tipo de reação e de reflexão que a sociedade fará com este e outros casos que nos parecem inconcebíveis. Assim, quanto menor a capacidade de chocar-se ou escandalizar-se com eventos como esse, maior será a integração desses atos à nossa cultura e aos nossos costumes e, conseqüentemente, sua interpretação como “coisa normal”.
A reação da opinião pública frente à corrupção política pode ser um bom exemplo disso. Ao chegar à conclusão de que “todo político é ladrão” e que “os políticos só servem para roubar” a sociedade vai aos poucos introduzindo este tipo de prática como algo normal, fazendo com que uma conduta desviante passe a ser algo institucionalizado e incorporado à nossa cultura. Em países assolados pela miséria e pelas guerras civis, como na Angola, por exemplo, é comum grupos de crianças se reunirem, escolherem uma passagem pública utilizada por pedestres (uma ponte por exemplo) e simplesmente cobrarem pedágio para que as pessoas possam transitar por elas.
Dessa forma, ao não mais se espantar com a corrupção ou entender que a exploração comercial privada de um bem público (em nosso exemplo da ponte) é uma atividade normal, a desviância passa a fazer parte do cotidiano das pessoas e com o passar do tempo, naturalmente deixa de ser desviância.
Mas atenção! Não existe nesta definição qualquer tipo de valoração em termos do que é bom ou ruim, uma vez que não é possível ter uma exata dimensão do efeito provocado por condutas desviantes, pois ele está inserido nos contextos sociais, históricos e políticos de cada sociedade, fazendo com que os sociólogos e pesquisadores da opinião pública queiram examinar o significado simbólico da desviância, isto é, como ocorreu, como se desenvolveu, em que contexto foi gerada e em quais circunstâncias.
As condutas desviantes, tais como o seqüestro, latrocínio, suicídio, uso indevido de drogas, dentre outras, são, segundo Pedro Scuro “tipos de comportamento aberrantes, que no entanto servem para a sociedade reafirmar suas bases de seus códigos morais, ajudando-a a sustentar seus estilos de vida “normal””. Assim, ao chocar-se com certas barbaridades e episódios estarrecedores como o ocorrido no Rio de Janeiro, a sensação de horror gera na sociedade a capacidade de resgatar os valores com os quais ela foi formada, mas que podem estar sendo abandonados paulatinamente. Ao perceber-se chocada com a violência, a opinião pública na verdade está a rechaçar este tipo de comportamento e, ao mesmo tempo, resgatando as regras que definem a consciência coletiva e que explicam a própria sociedade.
Ainda segundo Scuro, “os desvios de conduta podem contribuir para agregar os grupos heterogêneos ou em estado de desagregação, levando seus integrantes a se unir contra um “inimigo comum” (...) consequentemente quando acentua que nos desviantes falta alguma qualidade, a sociedade define o que são atributos dignos de valorização, o bem moral, a força de caráter, a inteligência ou a beleza.” (SCURO, 2004)
Ao provocar comoção na opinião pública, este caso estarrecedor cria um tipo de alerta contra a desintegração social e apresenta cruelmente o resultado de um processo de escalada de violência e de destruição de valores morais, obrigando os indivíduos a refletir sobre as condições em que vivem.
A questão crucial está no tipo de reação e de reflexão que a sociedade fará com este e outros casos que nos parecem inconcebíveis. Assim, quanto menor a capacidade de chocar-se ou escandalizar-se com eventos como esse, maior será a integração desses atos à nossa cultura e aos nossos costumes e, conseqüentemente, sua interpretação como “coisa normal”.
A reação da opinião pública frente à corrupção política pode ser um bom exemplo disso. Ao chegar à conclusão de que “todo político é ladrão” e que “os políticos só servem para roubar” a sociedade vai aos poucos introduzindo este tipo de prática como algo normal, fazendo com que uma conduta desviante passe a ser algo institucionalizado e incorporado à nossa cultura. Em países assolados pela miséria e pelas guerras civis, como na Angola, por exemplo, é comum grupos de crianças se reunirem, escolherem uma passagem pública utilizada por pedestres (uma ponte por exemplo) e simplesmente cobrarem pedágio para que as pessoas possam transitar por elas.
Dessa forma, ao não mais se espantar com a corrupção ou entender que a exploração comercial privada de um bem público (em nosso exemplo da ponte) é uma atividade normal, a desviância passa a fazer parte do cotidiano das pessoas e com o passar do tempo, naturalmente deixa de ser desviância.
Mas atenção! Não existe nesta definição qualquer tipo de valoração em termos do que é bom ou ruim, uma vez que não é possível ter uma exata dimensão do efeito provocado por condutas desviantes, pois ele está inserido nos contextos sociais, históricos e políticos de cada sociedade, fazendo com que os sociólogos e pesquisadores da opinião pública queiram examinar o significado simbólico da desviância, isto é, como ocorreu, como se desenvolveu, em que contexto foi gerada e em quais circunstâncias.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Violência I
É evidente que estou tentado a escrever sobre o crime que matou o menino João, de seis anos, arrastado por criminosos nas ruas do Rio de Janeiro. Certamente trata-se de um assunto que se enquadra em duas frentes de trabalho deste semestre: a opinião pública e a antropologia.
Entretanto minha obrigação é buscar agregar algum valor simbólico, analítico ou distante do senso comum sobre esta terrível história. É difícil fazer este exercício quando, como uma “pessoa comum”, nos sentimos impelidos em direção aos nossos instintos mais selvagens, os quais nos remetem ao desejo de vingança, ao terror, medo e ao sentimento de asco e cansaço diante de um Estado que é incapaz de promover justiça e segurança. Não esperem de mim, no entanto, um discurso como os que leio nos meios sociológicos de que a doença da sociedade é uma obra nossa, que os jovens são vítimas das mais brutais dificuldades, preconceitos de toda ordem, enfim, que foi a sociedade quem criou monstros como os que despedaçaram o corpo daquela criança.
Sinto muito, mas ao compartilhar esta análise me sentiria quase como que colocando a culpa na criança. Me recordo do caso da mulher que, ao ser espancada pelo marido, recorreu a uma delegacia no Rio de Janeiro, pois pretendia lavrar um Boletim de Ocorrência sobre o ocorrido. Como aquela não era a primeira vez que comparecia ao Distrito e nas oportunidades anteriores não havia conseguido registrar o B.O., a mulher se irritou quando informada pelo investigador que, mais uma vez, não teria seu pedido aceito. Então passou a reclamar do tratamento que recebia. Em seguida o investigador jogou-se sobre ela, derrubou-a no chão, colocou os joelhos sobre suas costas e imobilizando os braços da mulher, deu-lhe voz de prisão por desacato à autoridade. A mulher, duplamente vítima e agredida na frente de seus filhos, foi obrigada a pagar fiança de R$50,00 para ser liberada. Dessa forma, os valores vão se entortando e não se sabe mais onde foram geradas as culpas, quem são os responsáveis, as vítimas, enfim, passamos a desconhecer as fronteiras da justiça, da racionalidade e do tecido social que se desfaz.
Não sou afeito ao discurso fácil da vingança, mas tampouco ao estudo sociológico sobre as razões sociais que impeliram aqueles fascínoras a cometer tal brutalidade. Portanto, publicarei dois posts sobre o tema; o primeiro privilegiando um debate sobre opinião pública e o segundo levantado uma observação um pouco mais histórica e de cunho antropológico.
Como uma pessoa comum tenho minhas opiniões sobre o tema. Minha obrigação, no entanto, é saber separar os pensamentos e ajudar a afastá-los da mendicância intelectual que graça nos meios de comunicação e nas coberturas jornalísticas.
Em breve retorno com os posts!
Entretanto minha obrigação é buscar agregar algum valor simbólico, analítico ou distante do senso comum sobre esta terrível história. É difícil fazer este exercício quando, como uma “pessoa comum”, nos sentimos impelidos em direção aos nossos instintos mais selvagens, os quais nos remetem ao desejo de vingança, ao terror, medo e ao sentimento de asco e cansaço diante de um Estado que é incapaz de promover justiça e segurança. Não esperem de mim, no entanto, um discurso como os que leio nos meios sociológicos de que a doença da sociedade é uma obra nossa, que os jovens são vítimas das mais brutais dificuldades, preconceitos de toda ordem, enfim, que foi a sociedade quem criou monstros como os que despedaçaram o corpo daquela criança.
Sinto muito, mas ao compartilhar esta análise me sentiria quase como que colocando a culpa na criança. Me recordo do caso da mulher que, ao ser espancada pelo marido, recorreu a uma delegacia no Rio de Janeiro, pois pretendia lavrar um Boletim de Ocorrência sobre o ocorrido. Como aquela não era a primeira vez que comparecia ao Distrito e nas oportunidades anteriores não havia conseguido registrar o B.O., a mulher se irritou quando informada pelo investigador que, mais uma vez, não teria seu pedido aceito. Então passou a reclamar do tratamento que recebia. Em seguida o investigador jogou-se sobre ela, derrubou-a no chão, colocou os joelhos sobre suas costas e imobilizando os braços da mulher, deu-lhe voz de prisão por desacato à autoridade. A mulher, duplamente vítima e agredida na frente de seus filhos, foi obrigada a pagar fiança de R$50,00 para ser liberada. Dessa forma, os valores vão se entortando e não se sabe mais onde foram geradas as culpas, quem são os responsáveis, as vítimas, enfim, passamos a desconhecer as fronteiras da justiça, da racionalidade e do tecido social que se desfaz.
Não sou afeito ao discurso fácil da vingança, mas tampouco ao estudo sociológico sobre as razões sociais que impeliram aqueles fascínoras a cometer tal brutalidade. Portanto, publicarei dois posts sobre o tema; o primeiro privilegiando um debate sobre opinião pública e o segundo levantado uma observação um pouco mais histórica e de cunho antropológico.
Como uma pessoa comum tenho minhas opiniões sobre o tema. Minha obrigação, no entanto, é saber separar os pensamentos e ajudar a afastá-los da mendicância intelectual que graça nos meios de comunicação e nas coberturas jornalísticas.
Em breve retorno com os posts!
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Vai Começar Tudo de Novo!!!!
Esta semana retornam as aulas e... bem, lá vou eu de novo... que venha 2007!!!!
Ei... mas antes tenho que tirar a poeira deste blog!!!
Ei... mas antes tenho que tirar a poeira deste blog!!!
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Centésimo Post!!!
Este é o centésimo Post que escrevo em nosso Blog, desde sua inauguração no dia 28 de setembro de 2006! Isso dá uma média de 1,6 posts publicados por dia útil.
Com ele me despeço de todos vocês, desejando um Feliz Natal e em Ano Novo sempre maravilhoso e cheio de boas surpresas em todos os campos da vida de vocês.
Quero reafirmar meu orgulho pela qualidade das turmas que me proporcionaram a honra de compartilhar belos e marcantes momentos ao longo deste ano.
Quero que saibam também que estarei sempre à disposição para ajudá-los em suas vidas acadêmica e profissional, mas que também estarei disposto e pronto para contribuir quando o assunto for cerveja e conversa fiada!!!
Um grande beijo e um forte abraço a todos!!!
PS.: Vou descansar um pouco, mas volto em janeiro!!!!
Com ele me despeço de todos vocês, desejando um Feliz Natal e em Ano Novo sempre maravilhoso e cheio de boas surpresas em todos os campos da vida de vocês.
Quero reafirmar meu orgulho pela qualidade das turmas que me proporcionaram a honra de compartilhar belos e marcantes momentos ao longo deste ano.
Quero que saibam também que estarei sempre à disposição para ajudá-los em suas vidas acadêmica e profissional, mas que também estarei disposto e pronto para contribuir quando o assunto for cerveja e conversa fiada!!!
Um grande beijo e um forte abraço a todos!!!
PS.: Vou descansar um pouco, mas volto em janeiro!!!!
Ainda Sobre Notas
Queridos e queridas,
Ainda existem pendências em algumas notas de alunos, as quais deverão ser alteradas no sistema. Peço mais um pouco de paciência, pois me parece que alguns casos ficarão para janeiro. Estou empreendendo todos meus esforços para regularizar a situação desses casos e sempre estarei à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
Ainda existem pendências em algumas notas de alunos, as quais deverão ser alteradas no sistema. Peço mais um pouco de paciência, pois me parece que alguns casos ficarão para janeiro. Estou empreendendo todos meus esforços para regularizar a situação desses casos e sempre estarei à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Retificação de Notas de Economia
Antes que entrem em pânico devo explicar que lancei no sistema notas erradas do exame de Teoria Econômica para os alunos abaixo indicados.
Vocês irão perceber que as notas de economia são iguais às de Política e aí é onde está o erro. Portanto, desconsiderem as notas de Economia que estão no site e considerem somente as indicadas abaixo. Providenciarei a mudança oficial.
Dessa forma, no sistema as notas de Política para estes alunos estão corretas, mas de Teoria Econômica as que realmente são verdadeiras são as que seguem abaixo.
CAROLINA RAMOS STORELLI DOS SANTOS = 6,0
GISELE BERTOLOTTI BONJORNO = 7,5
NATALIA LOPES ALMEIDA = 6,5
RAPHAELA JESUS NUNES DE SOUZA = 6,5
VANUELA XAVIER DE OLIVEIRA = 5,0
Peço desculpas pelo erro, mas acho que deve ser o adiantado da hora que consome este professor encalacrado com os prazos e com o excesso de afazeres!!!
Vocês irão perceber que as notas de economia são iguais às de Política e aí é onde está o erro. Portanto, desconsiderem as notas de Economia que estão no site e considerem somente as indicadas abaixo. Providenciarei a mudança oficial.
Dessa forma, no sistema as notas de Política para estes alunos estão corretas, mas de Teoria Econômica as que realmente são verdadeiras são as que seguem abaixo.
CAROLINA RAMOS STORELLI DOS SANTOS = 6,0
GISELE BERTOLOTTI BONJORNO = 7,5
NATALIA LOPES ALMEIDA = 6,5
RAPHAELA JESUS NUNES DE SOUZA = 6,5
VANUELA XAVIER DE OLIVEIRA = 5,0
Peço desculpas pelo erro, mas acho que deve ser o adiantado da hora que consome este professor encalacrado com os prazos e com o excesso de afazeres!!!
terça-feira, dezembro 19, 2006
Serviço de Utilidade Pública
Se quiserem os endereços dos deputados e senadores responsáveis pelo aumento de 90,7% dos salários dos parlamentares, segue a lista.
Ainda dá tempo para vocês enviarem suas mensagens malcriadas para seus e-mails. Mas atenção!!! Sem baixarias e com o respeito que todas as pessoas, mesmo contrárias às nossas idéias, merecem.
Eu já mandei as minhas!!!
Câmara dos Deputados:
Aldo Rebelo (PC do B-SP) - dep.aldorebelo@camara.gov.br - Presidente da Câmara, autor da proposta
Ciro Nogueira (PP-PI) - dep.cironogueira@camara.gov.br - Corregedor da Mesa
Jorge Alberto (PMDB-SE) - dep.jorgealberto@camara.gov.br - suplente da Mesa
Luciano Castro (PL-RR) - dep.lucianocastro@camara.gov.br - líder
José Múcio (PTB-PE) - dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br - líder
Wilson Santiago (PMDB-PB) - dep.wilsonsantiago@camara.gov.br - líder
Miro Teixeira (PDT-RJ) - dep.miroteixeira@camara.gov.br - líder
Sandra Rosado (PSB-RN) - dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA) - dep.colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE) - dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ) - dep.rodrigomaia@camara.gov.br - líder
José Carlos Aleluia (PFL-BA) - dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br - líder
Sandro Mabel (PL-GO) - dep.sandromabel@camara.gov.br
Benedito de Lira (PP-AL) - dep.beneditodelira@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL) - dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP) - dep.arlindochinaglia@camara.gov.br - líder
Inácio Arruda (PC do B-CE) - dep.inacioarruda@camara.gov.br - líder
Carlos Willian (PTC-MG) - dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG) - dep.marioheringer@camara.gov.br - suplente da Mesa
Inocêncio Oliveira (PL-PE) - dep.inocenciooliveira@camara.gov.br - primeiro-secretário da Mesa
Senado:
Renan Calheiros (PMDB-AL) - renan.calheiros@senador.gov.br - pres. do Senado, autor da proposta
Demóstenes Torres (PFL-GO) - demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB) - efraim.morais@senador.gov.br - primeiro-secretário da Mesa
Tião Viana (PT-AC) - tiao.viana@senador.gov.br - vice-presidente do Senado
Ney Suassuna (PMDB-PB) - neysuassun@senador.gov.br - líder
Ideli Salvatti (PT-SC) - ideli.salvatti@senadora.gov.br - líder
Ainda dá tempo para vocês enviarem suas mensagens malcriadas para seus e-mails. Mas atenção!!! Sem baixarias e com o respeito que todas as pessoas, mesmo contrárias às nossas idéias, merecem.
Eu já mandei as minhas!!!
Câmara dos Deputados:
Aldo Rebelo (PC do B-SP) - dep.aldorebelo@camara.gov.br - Presidente da Câmara, autor da proposta
Ciro Nogueira (PP-PI) - dep.cironogueira@camara.gov.br - Corregedor da Mesa
Jorge Alberto (PMDB-SE) - dep.jorgealberto@camara.gov.br - suplente da Mesa
Luciano Castro (PL-RR) - dep.lucianocastro@camara.gov.br - líder
José Múcio (PTB-PE) - dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br - líder
Wilson Santiago (PMDB-PB) - dep.wilsonsantiago@camara.gov.br - líder
Miro Teixeira (PDT-RJ) - dep.miroteixeira@camara.gov.br - líder
Sandra Rosado (PSB-RN) - dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA) - dep.colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE) - dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ) - dep.rodrigomaia@camara.gov.br - líder
José Carlos Aleluia (PFL-BA) - dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br - líder
Sandro Mabel (PL-GO) - dep.sandromabel@camara.gov.br
Benedito de Lira (PP-AL) - dep.beneditodelira@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL) - dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP) - dep.arlindochinaglia@camara.gov.br - líder
Inácio Arruda (PC do B-CE) - dep.inacioarruda@camara.gov.br - líder
Carlos Willian (PTC-MG) - dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG) - dep.marioheringer@camara.gov.br - suplente da Mesa
Inocêncio Oliveira (PL-PE) - dep.inocenciooliveira@camara.gov.br - primeiro-secretário da Mesa
Senado:
Renan Calheiros (PMDB-AL) - renan.calheiros@senador.gov.br - pres. do Senado, autor da proposta
Demóstenes Torres (PFL-GO) - demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB) - efraim.morais@senador.gov.br - primeiro-secretário da Mesa
Tião Viana (PT-AC) - tiao.viana@senador.gov.br - vice-presidente do Senado
Ney Suassuna (PMDB-PB) - neysuassun@senador.gov.br - líder
Ideli Salvatti (PT-SC) - ideli.salvatti@senadora.gov.br - líder
Carlos Sampaio, Fernando Gabeira e Raul Jungmann Derrubam Reajuste da Câmara
Uma aluna me perguntou o que a sociedade poderia fazer para protestar contra o aumento dos salários dos deputados federais e senadores. Mas antes mesmo que ela perguntasse, antes mesmo que a sociedade se escandalizasse com o fato e antes mesmo do tema sequer ter sido discutido, muita gente já havia feito algo muito importante: votaram em Carlos Sampaio, Fernando Gabeira e Raul Jungmann. Os 581 mil eleitores dos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo que votaram nestes três deputados já podem ficar orgulhosos de suas escolhas.
A ação movida pelo trio contra o aumento abusivo do salário dos deputados resultou em uma decisão do STF que suspendeu o aumento de 90,7% nos subsídios dos parlamentares. Com isso, a Câmara e o Senado deverão votar um decreto legislativo, colocando a votação do tema em regime aberto, ou seja, os eleitores agora poderão acompanhar o voto de cada parlamentar contra ou a favor do aumento.
Alguém acredita que o aumento será confirmado em Plenário?
A ação movida pelo trio contra o aumento abusivo do salário dos deputados resultou em uma decisão do STF que suspendeu o aumento de 90,7% nos subsídios dos parlamentares. Com isso, a Câmara e o Senado deverão votar um decreto legislativo, colocando a votação do tema em regime aberto, ou seja, os eleitores agora poderão acompanhar o voto de cada parlamentar contra ou a favor do aumento.
Alguém acredita que o aumento será confirmado em Plenário?
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Sobre a Alteração das Notas
Queridos Alunos e Alunas,
Para aqueles que as notas devem ser alteradas, informo que estou conduzindo este processo junto à Secretaria. Peço paciência para vocês, pois estou realizando várias tarefas ao mesmo tempo e minha prioridade é conseguir lançar as notas das substitutivas, cujos nomes dos alunos não aparecem no sistema.
Para aqueles que as notas devem ser alteradas, informo que estou conduzindo este processo junto à Secretaria. Peço paciência para vocês, pois estou realizando várias tarefas ao mesmo tempo e minha prioridade é conseguir lançar as notas das substitutivas, cujos nomes dos alunos não aparecem no sistema.
"Não somos menos que um ministro do Supremo"... eu discordo!
Agora a minha opinião sobre o aumento do salário dos deputados federais.
Para quem leu a matéria no post anterior sobre o assunto, poderá se saciar com uma frase do senador Ney Suassuna do PMDB da Paraíba, cujo nome frequentou a mídia quando de seu julgamento por envolvimento com a Máfia dos Sanguessugas. Sobre o aumento do salário dos deputados federais, o qual passa a ser equiparado aos vencimentos dos membros do STF, o senador veio com esta: "Não somos menos que um ministro do Supremo”.
Eu discordo.
São sim!!! Aliás, bem menos!
A atual legislatura foi a pior desde o retorno do sistema democrático, a mais corrupta, a mais incompetente e a que menos preservou seu papel de Poder republicano.
Seus membros se envolveram nos maiores escândalos de corrupção dos últimos tempos, elegeram figuras pífias para comandar a Casa (Severino Cavalcanti e Aldo Rebelo), votaram poucos projetos de importância nacional, receberam propinas do governo federal para votar projetos de interesse do presidente, foram comprados, humilhados, desmoralizados, achincalhados pela imprensa, investigados pela Polícia, defenestraram o conceito de equilíbrio entre os poderes ao se comportarem como poodles do Executivo. Enfim, foi um desastre, com as devidas, respeitadas e glorificadas exceções.
Sim, os deputados valem bem menos do que os ministros do STF, pois no conjunto não representam a mínima parte de sua importância, em termos de ganhos ao país. Deveriam, se não tivesse boa parte sido reeleita, liderar uma nova onda de ação política, refazer a imagem do Legislativo, votar a reforma política, transformar as bases do país para modernizá-lo e elevar ao mais alto nível o conceito de fazer política, de legislar, de cumprir e respeitar a Constituição.
A maior parte dos deputados pretende se “auto-viabilizar” e com isso inviabilizam um país inteiro.
E dessa forma continuamos como na frase que escutei há poucos dias: vivendo em um país geométrico, com problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas.
Ou seriam nós, eleitores, essas bestas?
Para quem leu a matéria no post anterior sobre o assunto, poderá se saciar com uma frase do senador Ney Suassuna do PMDB da Paraíba, cujo nome frequentou a mídia quando de seu julgamento por envolvimento com a Máfia dos Sanguessugas. Sobre o aumento do salário dos deputados federais, o qual passa a ser equiparado aos vencimentos dos membros do STF, o senador veio com esta: "Não somos menos que um ministro do Supremo”.
Eu discordo.
São sim!!! Aliás, bem menos!
A atual legislatura foi a pior desde o retorno do sistema democrático, a mais corrupta, a mais incompetente e a que menos preservou seu papel de Poder republicano.
Seus membros se envolveram nos maiores escândalos de corrupção dos últimos tempos, elegeram figuras pífias para comandar a Casa (Severino Cavalcanti e Aldo Rebelo), votaram poucos projetos de importância nacional, receberam propinas do governo federal para votar projetos de interesse do presidente, foram comprados, humilhados, desmoralizados, achincalhados pela imprensa, investigados pela Polícia, defenestraram o conceito de equilíbrio entre os poderes ao se comportarem como poodles do Executivo. Enfim, foi um desastre, com as devidas, respeitadas e glorificadas exceções.
Sim, os deputados valem bem menos do que os ministros do STF, pois no conjunto não representam a mínima parte de sua importância, em termos de ganhos ao país. Deveriam, se não tivesse boa parte sido reeleita, liderar uma nova onda de ação política, refazer a imagem do Legislativo, votar a reforma política, transformar as bases do país para modernizá-lo e elevar ao mais alto nível o conceito de fazer política, de legislar, de cumprir e respeitar a Constituição.
A maior parte dos deputados pretende se “auto-viabilizar” e com isso inviabilizam um país inteiro.
E dessa forma continuamos como na frase que escutei há poucos dias: vivendo em um país geométrico, com problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas.
Ou seriam nós, eleitores, essas bestas?
Exame de Teoria Econômica
Para o exame de Teoria Econômica os capítulos utilizados serão os mesmos da Avaliação II, com ênfase para os conceitos mais importantes da Microeconomia (Oferta, Demanda, Lei da Escassez...) e os da Macroeconomia representada principalmente no capítulo 8 e nos capítulos finais de nosso Livro-texto, "Os Fundamentos da Economia".
Exame de Teoria Política
Leituras para o Exame de Política:
"Esquerda e Direita", de Norberto Bobbio.
"Tudo Começou com Maquiavel", de Luciano Gruppi.
"Estado, Governo e Sociedade", de Norberto Bobbio. Capítulos 2 e 3.
Textos básicos das aulas, anotações e discussões.
"Esquerda e Direita", de Norberto Bobbio.
"Tudo Começou com Maquiavel", de Luciano Gruppi.
"Estado, Governo e Sociedade", de Norberto Bobbio. Capítulos 2 e 3.
Textos básicos das aulas, anotações e discussões.
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