sexta-feira, julho 04, 2008

Pausa...

Darei uma pequena pausa para este cansado blog.
Farei uma viagem.
Sozinho.
Para pensar na vida.
Me hospedarei em um hotel de militares equatorianos. Depois visitarei um campo de exploração de petróleo deste mesmo país, na selva amazônica, em uma área onde pode estar escondido um naco das FARC (e espero sinceramente que eles não me levem a mal por detestá-los!).
Ficarei uns dias em uma tribo indígena.
Depois vou para a Colômbia. Pousarei em Bogotá, mas acho que ficarei por lá, procurando a
Shakira em algum bar e cantando:
"Estoy aquí queriéndote,
Ahogándome entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender
Estoy enloqueciéndome
Cambiándome un pie por la cara mía
Esta noche por el día
Que nada le puedo yo hacer."

É isso.

Se achar que possa ser interessante eu envio umas fotos e uns relatos.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, julho 03, 2008

Prestem Atenção: Tem muito babaca triste pela derrota das FARC

Não há a menor dúvida de que a espetacular operação militar liderada pelo governo Colombiano e apoiada sabe-se lá por quais outros governos (certamente entre eles o norte americano) deixou muita gente triste. Nesta lista aparecem figuras como Marco Aurélio Garcia (uma das desgraças nacionais), Fidel Castro, Rafael Correa, Hugo Chaves, intelectuais de esquerda e tantos outros babacas espalhados pelo mundo. Que tristeza ter que suportar a emoção de uma mãe sequestrada e enclausurada durante quase 7 anos abraçando seus filhos. Que lástima enfrentar a dura realidade de ter menos 15 prisioneiros nas mãos dos narcoguerrilheiros, apesar de ainda existirem mais de 600. Que deplorável pensar que o Terror das FARC se enfraqueceu ainda mais. Deve causar bastante dor imaginar que o sonho da "igualdade", "democracia" e "justiça social" buscado pelos combatentes armados, com financiamento da cocaína e dos petrodólares de Chaves, tenha levado um de seus piores golpes dos últimos tempos.
Eu lhes dou razão! É lamentável ter que defender suas idéias em eleições democráticas. É chato ter que discutir diferentes pontos de vista políticos em um plenário cheio de parlamentares eleitos pelo voto popular. É enfadonho seguir essas regras chatas que a burquesia criou para eleger os representantes dos cidadãos. Melhor mesmo é seqüestrar, ameaçar, explodir bombas, explorar as mazelas humanas e executar com um tiro na cabeça esses homens e mulheres que defendem esse absurdo de democracia e esse mercado cruel. Pois é... o mercado é cruel, mas as FARC não! As Farc são revolucionárias, destemidas, corajosas! Enfrentam com galhardia todo um sistema capitalista impiedoso e o mais importante é que não estão sozinhas nesta luta! Trata-se de uma corrente mundial formada pelos bacanas que fumam maconha enquanto discutem o problema da violência, pelos motoristas que colam o adesivo de Che em seus carros, que sequer existiriam se Che tivesse vencido. Pela turma das universidades públicas, cujas mulheres passam a semana vestidas de saionas coloridas e alternativas, discutindo os malefícios do sistema capitalista, mas que gostam de passear aos finais de semana no Shopping Iguatemi para relaxar e preparar o corpo e a mente para o retorno à luta na segunda-feira.
Neste mundo não existem santos e ingênuos. Não existe a luta do "bem" contra o "mal". Afinal, quem é do bem e quem é do mal? As FARC são o que são: uma organização criminosa que utiliza os sequestros e o tráfico para financiar seu projeto revolucionário em busca de uma "sociedade justa". Neste caso, como em tantos outros, é só uma questão de escolha. Pois entre a ação das FARC e as mentiras de Bush eu escolho não ficar com ninguém. Mas entre a "democracia capitalista" e a "democracia comunista" (será que isso existe?) eu prefiro a primeira opção, sem dúvida! Entre o debate dentro de regras estabelecidas com liberdade de imprensa e a chantagem criminosa que fizeram com Ingrid Betancourt eu escolho a primeira opção.

quarta-feira, junho 25, 2008

Ruth Cardoso lançou sementes do Bolsa Família, diz acadêmico

Fonte: BBC
25/06/2008 - 09h26

"Para o professor e cientista político Anthony Hall, da London School of Economics (LSE, Escola de Economia de Londres), a contribuição da ex-primeira dama e antropóloga Ruth Cardoso, falecida na terça-feira em São Paulo, ajudou a mudar os rumos da política social no Brasil.

"Ela foi uma peça fundamental na idéia de unir os vários programas sociais e de transferência de renda dos anos 90 em um único programa", disse Hall em entrevista à BBC Brasil.

O acadêmico explica que vários programas locais de combate à pobreza se espalharam pelo país na década de 90, especialmente no nível municipal, em cidades como Campinas, Belo Horizonte, Blumenau, Vitória e outras localidades.

Ele acredita que essas iniciativas teriam culminado com a criação do Bolsa Escola, em Brasília e, mais tarde, na adoção do Bolsa Família como um programa nacional do governo brasileiro.

Segundo ele, Ruth Cardoso teria sido quem impulsionou a unificação dos programas de transferência de renda e de combate à fome no país e teria sido ela quem persuadiu o então presidente Fernando Henrique a adotar esse sistema unificado em nível nacional.

"Muitas pessoas acreditam que ela foi de fato a primeira pessoa que pensou na idéia do Bolsa Família, apesar de o programa não ter esse nome na época. Mas essa idéia de unificar os programas, criar uma economia mais equilibrada e eficiente, foi exatamente o que Lula fez quando assumiu o governo em 2003", disse.

Para Hall, por essas razões é possível afirmar que Ruth Cardoso foi uma das pessoas mais influentes para a mudança de direção nas políticas sociais do Brasil a partir da década de 90.

Ruth Cardoso era doutora em antropologia pela USP, fez pós-doutorado na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos e foi professora em faculdades americanas e inglesas.

Figura pública
O acadêmico afirmou ainda que a figura pública de Ruth Cardoso como primeira-dama durante o governo de Fernando Henrique é inseparável de sua imagem como acadêmica e intelectual.

"Ela foi uma primeira-dama eficiente justamente porque ela era uma acadêmica muito respeitada e podia falar com autoridade. E quando ela falava, as pessoas ouviam", afirmou o professor.

Já para o professor e ex-diretor do Centro de Estudos Latino Americanos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, David Lehmann, Ruth Cardoso não era uma mulher de político nos padrões convencionais.

"Como figura pública, ela era muito independente do marido", afirmou Lehmann à BBC Brasil.

De acordo com Anthony Hall, Ruth teria transformado o papel de primeira-dama no Brasil, já que, ao contrário de esposas de presidentes anteriores e, inclusive da mulher do presidente Lula, Marisa, ela teria sido uma figura pública importante e não teria ficado apenas nos bastidores.

"O apelo carismático de Ruth Cardoso entre a classe média e a camada mais pobre da população se deve justamente à sua preocupação pela questão social", disse Hall."

Ruth: altivez decorosa

Fonte: Portal Veja.
Blog do Reinaldo Azevedo.
25/06/08, 06:07h

"Morre uma parte da civilidade, da inteligência, do rigor intelectual, da discrição, da altivez decorosa. Ruth Cardoso foi uma das melhores pessoas que conheci — escrevo isso como jornalista, não como amigo ou pessoa que privasse da intimidade do casal Cardoso, o que nunca aconteceu. Em junho de 1997, há exatos 11 anos, a revista República dedicou-lhe uma capa: era uma entrevista que eu havia feito com ela.

Foi um encontro agradável, ameno, sereno. Seu marido, o então presidente Fernando Henrique, ela própria e o Comunidade Solidária, programa que presidia e ao qual continuou a dedicar boa parte de seu tempo mesmo depois que FHC deixou o poder (aí com o nome de Comunitas), eram alvos dos ataques da esquerda petista os mais boçais. Tentei arrancar dela uma palavra mais dura contra os detratores. Nada! Imperturbável, serena, expressava a convicção de que o presidente estava criando as bases para tirar o país do atoleiro do Terceiro Mundo e do terceiro-mundismo e defendia com energia o aspecto não-assistencialista do Comunidade Solidária. E estava certa nos dois casos. Ruth sabia ser dura sem ser estridente.

Nada a irritava mais — e ela se encarregou de proibir tal tratamento — do que ser chamada de “primeira-dama”. Por que não? Ela me explicou: “Porque é uma tradução muito literal, imediata, do termo em inglês, que tem história. Não passaria pela cabeça de ninguém, nos EUA, dizer que não gosta da expressão first lady. Aqui no Brasil, dama não é um termo que se use...” E foi adiante, explicando que a expressão, em nosso país, designava um outro tipo de mulher. Segundo Ruth, a mulher de presidentes e chefes de governo, na modernidade, “são profissionais, pessoas que têm independência intelectual e pessoal”.

Pois é...

Ela tinha, sim, tal independência intelectual e pessoal, como sabem todos aqueles que privaram da intimidade do casal Cardoso: diante do presidente, do marido, do PSDB... Não era do tipo que condescendesse com o interlocutor para ser agradável. De uma educação sempre exemplar, sabia discordar e dizer “não”, quando necessário, sem ambigüidades.

Não faz três meses, os tontons-maCUTs que tomaram a política de assalto tentaram enredá-la numa acusação de uso irregular do dinheiro público. Quando ficou claro que o governo havia feito um dossiê para tentar jogar na lama o seu nome e o do marido, tanto ela como FHC pediram que se desse plena publicidade aos gastos. Dilma Rousseff, de quem se fala bastante abaixo, ligou para a sua casa para negar, vejam só, a existência do dossiê. E, no entanto, ele existia.

Era, em suma, a voz do avesso do que Ruth sempre foi: transparente, austera, de caráter reto, hostil a chicanas, sem jamais precisar desdizer no dia seguinte o que dissera no anterior. Ao telefone, Dilma tentou tranqüilizá-la à sua maneira: que Ruth ficasse tranqüila: os gastos continuariam sob sigilo. A interlocutora da ministra era gente de outra cepa. E ficou foi bastante intranqüila com tão generosa promessa: afirmou à ministra que ela, Ruth, fazia questão de que tudo fosse divulgado. Porque nada havia a esconder. A mulher de FHC, em suma, não tinha segredos a serem guardados por Dilma Rousseff.

Ruth tinha dois stents no coração. Era uma paciente cardíaca, o que pouca gente sabia porque ela jamais permitiu qualquer zona de ambigüidade entre a vida privada e a sua atuação pública. Ainda que fosse desprovida de todas as outras óbvias qualidades, tinha uma que faz uma falta imensa ao país: decoro. É isto: Ruth morreu, e o país ficou menos decoroso."

sábado, junho 21, 2008

No Brasil o Amanhã é Hoje

Como não tenho tido tempo de escrever, ao menos consigo ler coisas interessantes. Para quem lê em espanhol, publico abaixo um texto do jornalista Michael Reid, editor da Seção As Américas, do jornal The Economist. Normalmente os articulistas escrevem bobagens sobre o Brasil sempre cheias de preconceitos e idéias prontas, normalmente desconectadas de nossa realidade, experiência histórica, cultura e costumes. Dessa vez, no entanto, achei interessante esta análise político-econômica sobre como alguem que parece bem qualificado enxerga o país. Este exercício é interessante, pois serve, entre outras coisas, para um exercício de auto-crítica. O texto é em espanhol, traduzido por Jesús Cuéllar Menezo.
Quem preferir ler em inglês, basta acessar: http://www.economist.com/specialreports/la

Segue o texto em espanhol.

"Hace un par de meses, cuando Luiz Inácio Lula da Silva habló ante una Economist Conference reunida en Brasilia, estaba exultante. Durante más de una hora ofreció a una audiencia compuesta de hombres de negocios chistes y un verbo florido para transmitir un sencillo mensaje. Dijo que su fórmula política consistía en ser "conservador en economía" y "audaz en política social".

Es una fórmula que está dando sus frutos. Después de haberse librado de los escándalos de corrupción que afectaron a su Partido de los Trabajadores (PT) y que estuvieron a punto de costarle la reelección, Lula no sólo cabalga a lomos de la popularidad, sino que Brasil está comenzando a ser tomado en serio como nueva potencia económica y política. Cuando en 2003 los economistas del grupo Goldman Sachs juntaron a Brasil con Rusia, la India y China (el grupo "BRIC"), señalando que estos países dominarían la economía mundial alrededor de 2030, muchos rezongaron, apuntando que la aletargada economía brasileña no podía estar en ese club.

Sin embargo, su crecimiento alcanzó un respetable 5,5% el año pasado, su divisa y sus cuentas públicas se han fortalecido y la inversión exterior alcanza niveles sin precedentes. Dos organismos dedicados a la evaluación de riesgos crediticios concedieron hace poco un "grado inversión" a la deuda garantizada por el Estado brasileño. A diferencia de China y Rusia, Brasil cuenta con una democracia boyante, aunque caótica, mientras que su renta per cápita es siete veces mayor que la de la India. En la actualidad, muchos extranjeros ven en el país al líder de América Latina, que merecería estar presente en el Consejo de Seguridad de la ONU y en el G-8.

Hace tiempo que el potencial de Brasil está claro, pero el país rinde sistemáticamente por debajo de sus posibilidades. Se dice que Charles de Gaulle, después de una visita celebrada en 1960, declaró que había llegado a la conclusión de que Brasil "no era un país serio". O milagre brasileiro, el cuarto de siglo durante el cual Brasil creció al ritmo de China, principalmente con gobiernos militares, terminó con la crisis de la deuda de 1982. A continuación, Brasil perdió pie durante una década. En comparación con el resto de la región, su transición a la democracia se produjo con lentitud y a trompicones.
Sin embargo, a comienzos de la década de 1990 los gobiernos brasileños comenzaron a abrir su protegida economía, dominada por el Estado. El Plano Real de Fernando Henrique Cardoso domeñó finalmente la inflación, tras una épica batalla que precisó una profunda reforma de las cuentas públicas, difícil desde el punto de vista político.

Para sorpresa de algunos, Lula decidió partir de los éxitos de Cardoso. Ha concedido independencia completa al Banco Central do Brasil y, a pesar de las quejas del PT, no intervino cuando éste subió los tipos de interés para sofocar una escalada inflacionaria en 2003. Tampoco es probable que lo haga ahora, cuando el banco vuelve a subir los tipos para controlar una nueva arremetida de la inflación, originada por el incremento mundial de los precios de los alimentos y el combustible. El Gobierno se atiene a sus objetivos presupuestarios, reduciendo poco a poco la deuda pública.

Está claro que Brasil se beneficia enormemente del auge de los precios de las materias primas. Desde 2003, el alza del precio del hierro y de la soja ha ayudado a duplicar el valor total de sus exportaciones, pero gracias a la eliminación de las barreras arancelarias la industria brasileña se ha hecho mucho más competitiva. Las compañías del país se atreven a salir al extranjero. Embraer construye un avión en China, Vale se ha convertido en la segunda empresa minera del mundo y otras firmas brasileñas son líderes en el sector agroindustrial. Si en la actualidad China es el taller del mundo e India la oficina de su trastienda, Brasil es su granja.

También tiene posibilidades para ser una superpotencia energética. El etanol brasileño de caña de azúcar, a diferencia del subvencionado etanol de maíz producido en Estados Unidos, es eficiente en términos económicos y medioambientales. Brasil dispone de tierra más que suficiente para incrementar su producción tanto de etanol como de alimentos sin tocar la selva amazónica. Para colmo, Petrobras acaba de descubrir en las costas brasileñas enormes yacimientos de petróleo y de gas, aunque es cierto que se encuentran a gran profundidad.

La democracia ha reportado beneficios sociales y económicos. Aquí también Lula partió de las políticas sociales de Cardoso y amplió la Bolsa Família, gracias a la cual en la actualidad 11 millones de familias muy pobres reciben pequeñas subvenciones en metálico. Las cantidades se entregan a las madres, a condición de que se comprometan a que sus hijos vayan al colegio y se sometan a revisiones médicas. Gracias a un enorme incremento de los medios docentes todos los pequeños asisten a la escuela primaria, y ahora alrededor del 70%termina el ciclo de secundaria.

Estas iniciativas, unidas a una escasa inflación y a un rápido crecimiento, han reducido los índices de pobreza, que han pasado del 48% en 1990 al 33% en 2006. Hasta la distribución de la renta brasileña, tristemente famosa por su desigualdad, está mejorando. Según los cálculos de la asesoría McKinsey, entre 2000 y 2005 unos ocho millones de familias (alrededor de 40 millones de personas) se sumaron a las clases medias. La estabilidad económica conlleva que esa gente puede conseguir préstamos para comprarse una casa, un coche y otros productos de consumo duraderos, con frecuencia por primera vez.

Junto a todo este progreso, existen problemas muy arraigados. Entre ellos destacan los crímenes violentos, en algunos casos vinculados con el tráfico de drogas. El sistema judicial es lento e ineficiente. La normativa laboral que, basada en la Carta del Laboro mussoliniana, no se ha reformado desde que se implantó, constituye un elemento tremendamente disuasorio a la hora de contratar trabajadores, salvo en la burocracia federal, que Lula ha ampliado innecesariamente. La carga fiscal, que representa un 36% del PIB, es tan elevada como la de muchos países desarrollados, aunque los servicios públicos son mucho peores. Décadas de inversión estatal insuficiente significan que las infraestructuras, sobre todo los puertos y las carreteras, dejan bastante que desear. Por otra parte, la enseñanza básica es de mala calidad: según el Informe PISA, en las pruebas científicas los niños brasileños tuvieron resultados un 20% inferiores a los rusos.
Lo peor es que el sistema político dificulta la movilización de mayorías para impulsar cambios. En las elecciones de 2006 no menos de 21 partidos obtuvieron escaños en el Congreso Nacional. Durante la primera legislatura de Lula, el PT echó por tierra la promesa de hacer política de manera ética cuando sus líderes sobornaron a decenas de diputados para que les votaran. En ocasiones, Lula habla de reformas fiscales, políticas e incluso laborales, pero poco ha hecho por llevarlas a cabo. Para muchos economistas tendría que haber utilizado la bonanza generada por las materias primas para reducir con más decisión tanto la deuda pública como los impuestos.

La política exterior de Brasil también presenta claroscuros. El país se ha convertido en una gran potencia diplomática comercial, pero comparte con Estados Unidos y la UE el fracaso de la Ronda de Doha. Durante su primera legislatura, las políticas suramericanas de Lula fueron bastante ingenuas. A pesar de que Hugo Chávez le ganó la partida cuando acompañó a Evo Morales en su nacionalización de las operaciones de Petrobras en Bolivia, el Gobierno brasileño animó a Venezuela a unirse a Mercosur. En la segunda legislatura, Lula se ha mostrado más pragmático. Pero a muchos demócratas latinoamericanos les gustaría que Brasil apoyara con más decisión a la atribulada democracia colombiana.

El progreso de Brasil durante los últimos 15 años se ha basado en un paciente desarrollo de consensos democráticos y ésta es la razón por la que parece sostenible. El crecimiento brasileño, a diferencia del venezolano, se basa más en la inversión privada que en el gasto público. Al contrario que Argentina, Brasil no está permitiendo que la inflación ponga en peligro la estabilidad económica. Con sus múltiples defectos, en muchos sentidos, Brasil está comenzando a comportarse como un país serio.

Michael Reid es el editor de la sección de Las Américas de The Economist. Su libro El Continente olvidado: la lucha por el alma de América Latina será publicado en España por Editorial Belacqva. Traducción de Jesús Cuéllar Menezo.

terça-feira, junho 03, 2008

Barack Obama quer evitar racha entre democratas; ouça cientista político

Fonte: Folha de São Paulo

Barack Obama inaugurou uma nova frente de trabalho. A sua tentativa agora é de apaziguar os ânimos dentro de seu partido e selar algum tipo de pacto que possa evitar o racha definitivo entre os democratas, que entrarão combalidos, ainda que confiantes na disputa com John McCain.

As informações são do cientista político Luiz Renato Ribeiro Ferreira, professor das Faculdades Integradas Rio Branco, de São Paulo. Para saber mais e ouvir o Podcast, recorte e cole o link abaixo (não consegui incluir o link diretamente):
http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u407948.shtml

Conheça também o especial da Folha sobre as eleições americanas:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoesnoseua/

sábado, maio 24, 2008

Jefferson Péres

Morreu nesta sexta-feira, por volta das 6 horas, em Manaus, o senador Jefferson Perez. Aos 76 anos o senador amazonense ainda lutava bravamente pela ética na política. Creio que a maioria de meus pequenos leitores não sabem nada sobre ele. Entendo que os dois discursos que postarei abaixo representam leitura obrigatória, principalmente para jovens descrentes na política. Ambos discursos, um de 2006 e o outro de 2008 (seu último discurso) são as melhores portas para adentrarmos o coração e a mente de um dos últimos políticos com espírito público do Brasil. Infelizmente, para quem ler seus discursos, a porta de entrada será a mesma da saída.

Discurso de Jefferson Péres (2006)

Pronunciamento do Sen. Jefferson Peres em 30.08.2006 no plenário do Senado Federal.

"Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País.

Gostaria de estar aqui discutindo, a respeito das riquezas naturais do Brasil, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.

Senador José Jorge, poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.

O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.

O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

Vejam que País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado.

Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada " para o Congresso Nacional, pelo menos. Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente " como o é " um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste País e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não. Parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada! Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm...'"! Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso.

E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".

Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído.

O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não!

Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável. E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para quê, para mim, chega!

Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.

O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não votos " pouco me importa". Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.
Muito obrigado, Sr. Presidente".

Discurso de Jefferson Péres (2008)

Este é o último discurso do Senador Jefferson Péres, antes de sua morte. Foi proferido na Tribuna do Senado Federal e seu objetivo era comentar uma matéria recentemente publicada pelo "The New York Times", sobre a Floresta Amazônica.

"Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, o correspondente no Rio de Janeiro do jornal The New York Times publicou uma matéria, ontem ou anteontem, com o título: “Amazônia, de quem é afinal?”

O texto insinua, levanta mais uma vez a tese da soberania relativa do Brasil sobre a região, que poderia no futuro ficar sob jurisdição internacional.
Normalmente eu não dou importância a essas manifestações, Sr. Presidente. Acho que muitos brasileiros sofrem de complexo de inferioridade e dão muita importância ao que é publicado nos jornais da Europa e dos Estados Unidos, uma atitude de quem ainda olha quase que com veneração os países mais desenvolvidos.

Pergunto-me se um membro do congresso americano subiria à tribuna para comentar matéria publicada em jornais do Brasil, seja O Globo seja a Folha de S.Paulo. Creio que não. Por que, então, eu subo à tribuna para comentar matéria do The New York Times? Porque vejo muitos brasileiros preocupados, mandando e-mails, pedindo uma resposta àquele jornal. Respondo por isto, apenas por isto, como satisfação a esses brasileiros, porque eu mesmo não dou maior importância ao que é publicado lá ou na Europa.

Por isso, creio que, longe de reagirmos enraivecidos ou mostrando medo de uma possível internacionalização da Amazônia, devemos replicar com bom humor, no mesmo tom, respondendo ao correspondente do jornal americano o que disse certa vez o Senador Cristovam Buarque numa universidade americana. Quando um universitário perguntou-lhe se a Amazônia, pela sua importância para o equilíbrio climático mundial, não deveria ser internacionalizada, o Senador Cristovam respondeu ao seu aparteante: “Eu até concordaria em debater a internacionalização da Amazônia se os Estados Unidos admitirem debater a internacionalização da Califórnia, por exemplo”.

A Califórnia é um Estado que está ameaçada por encontrar-se sobre a falha geológica de San Andreas e um dia pode sofrer um megaterremoto. Os Estados Unidos estarão cuidando bastante da Califórnia para evitar essa catástrofe? Quem sabe a ONU não poderia cuidar disso. Ou o Alasca? Esse Estado, em sua maior parte, está situado acima do Círculo Polar Ártico, onde se faz exploração de petróleo com risco de graves acidentes ambientais. Por que não se discutir a internacionalização do Alasca? A um francês se diria: “Paris é uma cidade importante demais para ficar apenas sob soberania francesa; uma cidade que, pela sua beleza, pelo seu patrimônio histórico e arquitetônico, deveria estar também sob jurisdição internacional.”

Assim poderíamos responder a todos, de qualquer país, nesse tom de deboche, Sr. Presidente, porque não se pode levar a sério a tese da internacionalização da Amazônia. Primeiro: por quem seria feita a internacionalização? Pela ONU? A Carta da ONU não dá poderes a essa organização para retirar território de nenhum país. Isso não encontra amparo jurídico. A ONU não pode fazer isso. Quem faria a internacionalização? Uma intervenção americana? Não seria internacionalização, seria uma invasão, seria um ato imperialista impensável, Senador Garibaldi Alves, e absolutamente impossível no contexto do mundo atual. O Brasil não é Iraque nem Afeganistão. O Brasil é um país com uma economia hoje pujante, com uma democracia consolidada, em pleno Ocidente, um país cada vez mais respeitado em todos os foros internacionais. Alguém imaginaria possível uma intervenção militar americana para retirar de nossa soberania a Amazônia? Isso é impensável, Senador Garibaldi Alves.

No entanto, essas manifestações com essa tese absurda, em defesa dessa tese absurda, nos devem levar a refletir sobre a nossa responsabilidade.
A Amazônia brasileira é nossa e continuará sendo sempre. Mas nós temos uma enorme responsabilidade sobre aquela região, da qual eu sou oriundo e que eu represento nesta Casa, Sr. Presidente.

Há três situações-limite que podem levar, sim, a comunidade internacional a ser muito cobradora do Brasil. A primeira situação-limite seria uma devastação florestal, um holocausto ecológico que chocaria o mundo inteiro.

A segunda situação-limite seria, como está acontecendo no Estado do Amazonas, um processo de pauperização que levará aquela população, fatalmente, se não houver um processo de desenvolvimento com eqüidade social, a ficar, logo, logo, refém do narcotráfico, situada ali na fronteira do Peru e da Colômbia, porque, à falta de meios de sobrevivência, será presa fácil das organizações criminosas que usam o Amazonas como rota de passagem. A terceira situação-limite seria nós realmente, com o nosso descaso habitual nas áreas de educação e pesquisa, sentarmos em cima da mais rica biodiversidade do Planeta, não pesquisarmos, e não deixarmos que pesquisem.

O Brasil, por ter soberania sobre a Amazônia, não tem o direito de não procurar investigar, pesquisar e aproveitar, em benefício da humanidade, toda a riqueza do bioma amazônico.
Se não fizermos isso, se não deixarmos que outros pesquisem, estaremos sendo irresponsáveis também.
Portanto, Sr. Presidente, é isso que pode acontecer de ruim para nossa região.

Quanto à proposta de internacionalização, Senador João Pedro, é sair para o deboche mesmo. Quando os americanos quiserem internacionalizar, vamos internacionalizar a Califórnia, a França; vamos internacionalizar Paris.
Concedo-lhe o aparte, Senador João Pedro.

O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – Senador Jefferson Péres, V. Exª faz uma reflexão sobre a Amazônia e sobre a importância do debate internacional. Venho dizendo que nós, do Brasil, precisamos cobiçar mais essa grande região, que é estratégica. Concordo com V. Exª: politicamente, não há hoje condições de haver uma intervenção territorial, internacional, de qualquer país. Politicamente, não há. Agora me preocupa – e por isso falo que precisamos cobiçar mais a Amazônia – a falta de investimento nas pesquisas. O nosso Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, precisa ter um orçamento mais robusto – e melhorou este ano! –, precisa de mais atenção, precisa cumprir uma função mais estratégica. Estou falando não só do Inpa, na Amazônia, mas das nossas universidades federais. A presença das Forças Armadas também faz parte desse contexto no sentido de ocupar a Amazônia, mas dando uma função social e estratégica para essa região. Outra questão que venho levantando é o fortalecimento da OTCA, organização que também é importante não só para o Brasil, mas para juntar todos os países que compõem a nossa Amazônia. Militarmente, politicamente, não há conjuntura para isso. Agora, há outra forma de ir ferindo, maculando a nossa Amazônia: a pirataria. Daí a importância de as nossas instituições de vigilância ali terem mais recursos; precisamos ampliá-las. O Sivam/Sipam foi uma conquista para a Amazônia. Há avanços importantes, mas precisamos ter mais recursos, mais planejamento, principalmente o planejamento entre os nossos Ministérios; uma ação mais coordenada com foco sobre os interesses da Amazônia. A Amazônia continua estratégica, é importante para o povo brasileiro, para os países amazônicos e para o mundo. Agora, ela é nossa! E concordo com as observações de V. Exª sobre essa coisa de ser patrimônio da humanidade. Ela é patrimônio brasileiro e pode servir, sim, à humanidade, com mais pesquisa, com mais conhecimento. Então, parabenizo V. Exª pela reflexão que faz sobre esse território tão bonito, tão importante, tão presente para o Brasil.

O SR. JEFFERSON PÉRES (PDT – AM) – Obrigado, Senador João Pedro. V. Exª tem razão nos três pontos que focalizou em seu aparte.
Em primeiro lugar, o Brasil precisa investir maciçamente em pesquisa. Agora mesmo recebi expediente do Ministro da Ciência e Tecnologia sobre o aumento de dotações para o nosso Inpa. Nós, a bancada, já temos uma reunião agendada com ele para pedir que o Inpa seja ainda mais prestigiado pelo Governo Federal. Não só o Inpa, mas os centros de biotecnologia, por exemplo, e as universidades federais.

O segundo ponto a que V. Exª se referiu é a presença maior e no sentido social das Forças Armadas.

Senador João Pedro, creio que – e já disse isso ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim – os efetivos, principalmente do Exército, entre as três Armas, deveriam ser multiplicados na região, não apenas para a defesa do arco de fronteira, mas para se transformarem em agentes comunitários a percorrerem todos os beiradões, levando assistência às populações ribeirinhas.

Em terceiro lugar, a OTCA, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, criada há 30 anos. Temos uma secretaria executiva aqui, em Brasília, Senador João Pedro, e a OTCA não sai do papel. Como se fala tanto em integração da América do Sul, tanto em desenvolvimento da Amazônia, e não se dá uma ação efetiva para fazer a integração, realmente, Senador Garibaldi Alves, da chamada Panamazônia?

Meus compatrícios, deixem de se assustar tanto com a suposta internacionalização da Amazônia. Isso não vai acontecer. Agora, por favor, acionem as autoridades brasileiras para cuidarem melhor da região. Não tenho tanto medo da cobiça internacional sobre a Amazônia. Tenho medo da cobiça nacional sobre a Amazônia, da ação de madeireiros, de pecuaristas e de outros que podem provocar, repito, o holocausto ecológico naquela região".

quarta-feira, maio 14, 2008

Crise dos Alimentos (Parte 3)

Alemanha


Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 500.07 (dólares americanos).

USA




Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 341,98 (dólares americanos).

ITÁLIA




Família Manzo da Sicília
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 260.11 (dólares americanos)

MÉXICO





Família Casales, de Cuernavaca.
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 189.09 (dólares americanos).

POLÔNIA





Família Sobczynscy, de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 151.27 (dólares americanos)

EGITO



Família Ahmed, do Cairo.
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 68.53 (dólares americanos)

EQUADOR




Família Ayme, de Tingo.
Despesa com alimentação em 1 semana: US$31.55 (dólares americanos)

BUTÃO




Família Namgay, da vila de Shingkhey.
Despesa com alimentação em 1 semana: US$ 5,03 (dólares americanos).

CHADE





Família Aboubakar, do campo de refugiados de Breidjing.
Despesa com alimentação por semana: US$ 1,23 (dólares americanos).

domingo, maio 04, 2008

Crise dos Alimentos (Parte1)

Já vou avisando: os textos serão longos.
A culpa pela falta de alimentos não é da Cana! É da incompetência e da hipocrisia generalizadas! Os preguiçosos podem parar por aqui, mas quem quiser realmente saber quais as bases que usarei para defender a frase anterior (em negrito), terá que ler a seqüência com os próximos três posts sobre o assunto.